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Os contratos futuros de petróleo subiram nesta quarta-feira, em consequência das notícias sobre a queda dos estoques de gasolina nos EUA e com indicações de que os estoques de petróleo deverão seguir o mesmo caminho. O contrato de petróleo para entrega em abril subiu US$ 2,54, ou 6,4%, para US$ 42,50 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent subiu US$ 1,79, ou 4,2%, para US$ 44,29 o barril.

Hoje o Departamento de Energia dos EUA (DOE) informou que os estoques de gasolina caíram 3,4 milhões de barris na semana encerrada em 20 de fevereiro, enquanto analistas esperavam estabilidade. A queda foi resultado do aumento da demanda, que subiu 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado, marcando o terceiro aumento seguido depois de meses de redução.

"Alguém poderia pensar que, com as perdas de empregos, a demanda por gasolina se enfraqueceria, mas ela está mostrando uma resiliência surpreendente", afirmou Andy Lebow, vice-presidente para energia da corretora MF Global, de Nova York. No entanto, a fraca economia ainda pode fazer a demanda cair, alertou Lebow. "A alta poderá ser efêmera", disse.

Na semana passada, os estoques de petróleo subiram 700 mil barris nos EUA, menos do que os 1,2 milhão de barris previstos pelos analistas, e estão novamente no nível mais alto desde julho de 2007. Os estoques de petróleo em Cushing tiveram a maior queda desde dezembro, de 400 mil barris, para 34,9 milhões de barris.

O mercado também ganhou suporte da queda de 13% das importações de petróleo nas últimas quatro semanas, o que parece prova de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está cortando a produção, como prometido. Os membros do grupo concordaram em uma redução de 4,2 milhões de barris diários no fim do ano passado, mas os preços do petróleo continuaram caindo, em meio a dúvidas de que a Opep cumpriria o acordo. A Opep deverá se reunir novamente em março e vários membros já lançaram a ideia de mais um corte na produção.

Os declínios do mercado de ações dos EUA hoje, porém, evitaram uma alta mais forte dos preços do petróleo, já que uma firme recuperação da demanda depende de melhorias nas condições da economia dos EUA e de outros países ricos. As informações são da Dow Jones.

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