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Depois de cair mais de 10% apenas esta semana, até ontem, passando de US$ 145,18 o barril na segunda-feira (dia 14) para US$ 129,29 o barril, em Nova York, os contratos futuros de petróleo interromperam o movimento de queda dos últimos dias e retomaram a trajetória de alta hoje. Em meio a incertezas sobre a oferta, os investidores aproveitaram o preço menor do barril da matéria-prima (commodity) para comprar.

Desde o dia 14, os preços do barril de petróleo caíram quase US$ 16, derrubados pelo temor de que a fraqueza da economia dos Estados Unidos prejudicaria o consumo e pela expectativa de uma resolução pacífica ao impasse sobre o programa nuclear do Irã. Segundo analistas, diante do equilíbrio precário entre a demanda e a oferta mundial, o mercado continua vulnerável a interrupções no fornecimento.

Além disso, o Centro Nacional de Furacões, nos EUA, divulgou hoje que dois padrões climáticos, um no Leste do Caribe e um no Atlântico, perto da Costa Sul do Estado da Georgia, têm de 20% a 50% de chance de se tornarem depressões tropicais nos próximos dois dias. O clima ruim no Golfo do México costuma gerar preocupações com a segurança da infra-estrutura de petróleo da região. Como os estoques mundiais de petróleo estão relativamente baixos, "qualquer vento se aproximando das instalações do Golfo provoca um movimento nos preços", disse um operador.

Por volta das 11h30 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em subia 1,05%, a US$ 130,65 por barril, na cotação máxima do dia, na sessão regular da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). No mesmo horário, em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em setembro avançava 0,97%, a US$ 132,34 o barril. As informações são da Dow Jones.