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Petróleo sobe a US$ 81,19 puxado por alta das bolsas

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) e na ICE Futures pela primeira vez em quatro sessões, com os investidores interpretando o otimismo do mercado de ações como um bom sinal para a demanda da commodity, segundo operadores e analistas. Na Nymex, os contratos de petróleo com vencimento em novembro subiram US$ 3,49 (4,49%) e fecharam o pregão regular a US$ 81,19 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 79,45 e a máxima de US$ 82,52.

Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para novembro avançaram US$ 3,37 (4,55%) e fecharam a US$ 77,46 por barril; a mínima foi de US$ 75,54 e a máxima foi de US$ 78,42.

Por volta do fechamento do mercado de petróleo, o índice Dow Jones registrava o maior ganho em pontos de sua história, com uma alta de ao redor de 700 pontos, impulsionado pelo compromisso dos governos europeus para recapitalizar os bancos e as perspectivas de um movimento similar do Tesouro norte-americano. No fechamento, o índice Dow Jones ostentava uma alta de 936 pontos (11,08%).

"Se o mercado de ações tivesse caído" e se não houvesse qualquer intervenção crítica ao longo do final de semana, "provavelmente, estaríamos com um petróleo em US$ 75 (o barril) hoje", disse Peter Van Cleve, presidente da T.W. Energy Consulting.

Porém, os futuros de petróleo permanecem 44% abaixo do recorde de fechamento de US$ 145,29 por barril registrado em 3 de julho. Como as expectativas são de que a crise financeira coloque um freio sobre o crescimento da demanda, os analistas não vêem os preços retornando para aquela máxima no curto prazo.

Antes entre os que tinham as projeções de alta mais otimistas, os analistas do Goldman Sachs Group Inc agora vêem um preço médio para o petróleo de US$ 86 por barril em 2009, um corte de US$ 37 na sua previsão. "Estamos claramente subestimando a profundidade e a duração da crise financeira global e suas implicações sobre o crescimento econômico e demanda pela commodity", disseram os analistas em nota para clientes.

Separadamente, o analista Arjun Murti do Goldman Sachs, que cobre o setor de petróleo e é bastante acompanhado pelos participantes do mercado, rebaixou sua previsão para o petróleo para US$ 75 por barril no próximo ano, um corte de US$ 35 em comparação com sua projeção anterior.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vem observando atentamente os preços da commodity e marcou uma reunião de emergência para o dia 18 de novembro. Alguns analistas acreditam que o cartel vai agir para defender um petróleo a US$ 80 por barril. As informações são da Dow Jones.

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