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Petróleo sobe 5% com perspectiva de corte de produção

Os contratos futuros do petróleo registram alta de preços hoje, impulsionados pela perspectiva de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode reduzir a produção no segundo trimestre. Um relatório semanal divulgado ontem pelo American Petroleum Institute (API) que mostrou um aumento relativamente pequeno nos estoques da commodity nos EUA também contribuía para o avanço.

Agência Estado |

Às 11h39 (de Brasília), o contrato do petróleo com vencimento em março negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) subia US$ 1,79, ou 5,17%, para US$ 36,41 o barril. Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para abril ganhava US$ 1,46, ou 3,69%, para US$ 41,01 o barril.

O mercado ainda aguarda a divulgação do relatório do governo dos EUA sobre a posição dos estoques de petróleo do país para a semana encerrada em 13 de fevereiro, que deve ser divulgado hoje às 13h (de Brasília). Analistas consultados pela Dow Jones estimam um aumento de 2,9 milhões de barris nos estoques da commodity.

Segundo o API, os estoques de petróleo nos EUA subiram 1,6 milhão de barris na semana passada.

Embora a magnitude do avanço nos estoques possa ser menor do que a prevista, qualquer aumento daria continuidade à tendência observada nas últimas sete semanas, pressionando os preços dos contratos de petróleo na Nymex. "O aumento nas reservas de petróleo pode ser menor do que a expectativa, mas ainda assim seria um aumento", disse Olivier Jakob, diretor da consultoria suíça Petromatrix.

Os operadores devem acompanhar de perto os estoques na cidade de Cushing, um dos pontos de entrega dos barris negociados na Nymex, em meio a receios de que mais um avanço nas reservas, atualmente em nível recorde, possa pesar sobre os preços do contrato março. Os analistas consultados pela Dow Jones também esperam que o relatório do governo dos EUA sobre os estoques revele um declínio de 600 mil barris nos estoques de gasolina e uma queda de 1 milhão de barris nos estoques de destilados.

Apesar de a maioria dos representantes da Opep serem contrários ao debate de um novo corte de produção na próxima reunião do grupo, agendada para março, há um consenso entre os membros de que o mercado ainda opera com um excedente de 1,6 milhão de barris por dia, afirmou uma fonte familiarizada com o assunto, acrescentando que o cartel pode anunciar um novo corte na oferta no segundo trimestre. As informações são da Dow Jones.

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