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Petróleo segue mercado de ações e fecha em alta

Os preços do petróleo encerraram em leve alta, após oscilarem em um intervalo estreito durante o dia, chegando inclusive a recuar para menos de US$ 60 o barril. O avanço nos preços refletiu o desempenho do mercado de ações, que teve ganhos mesmo após uma queda no número de postos de trabalho nos EUA e da divulgação de um prejuízo maciço da General Motors no terceiro trimestre.

Agência Estado |

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros do petróleo a ser entregue em dezembro subiram US$ 0,27, ou 0,44%, para US$ 61,04 o barril, após registrarem mínima de US$ 59,97 durante o pregão asiático, atingindo preço inferior a US$ 60 o barril pela primeira vez desde 22 de março de 2007. Em Londres, os contratos do petróleo tipo Brent para dezembro fecharam em queda de US$ 0,08, ou 0,14%, a US$ 57,35 o barril.

Durante o dia, as compras foram limitadas após a divulgação de uma queda de 240 mil vagas no mercado de trabalho americano em outubro, décimo declínio mensal consecutivo. A taxa de desemprego nos EUA subiu 0,4 ponto porcentual, para 6,5%, a maior desde março de 1994. Os dados sobre os postos de trabalho reforçaram as preocupações a respeito de uma queda na demanda nos EUA, principal consumidor de petróleo.

No entanto, o avanço no mercado de ações, que nas últimas semanas serve como referência do sentimento econômico para os operadores do mercado de petróleo, compensou parcialmente a influência negativa. "Parece que, quando o mercado de ações sobe, o de petróleo não vai a lugar nenhum. Quando o mercado de ações cai, então o de petróleo recua também", disse Peter Van Cleve, presidente da corretora T.W. Energy Consulting. "Apesar dos preços do petróleo apresentarem queda significativa, não há um motivo real para que haja um rali", acrescentou.

O consumo mundial de petróleo deve diminuir nos próximos meses. Analistas do Merrill Lynch disseram que a demanda mundial por petróleo deve sofrer retração em 2009, com crescimento significativo apenas no Oriente Médio, na América Latina e na África. O banco estima que o preço médio do petróleo no primeiro trimestre do ano que vem deve girar em torno de US$ 91 o barril.

O declínio substancial nos preços do petróleo em comparação ao recorde de mais de US$ 145 o barril registrado em julho levou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a anunciar um corte de 1,5 milhão de barris por dia na produção, para 27,3 milhões de barris por dia. De acordo com o diretor da companhia estatal de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, o cartel ainda não está pensando em reduzir a produção novamente.

"Nos últimos dias vimos o mercado oscilando em alta e em baixa, então uma decisão de corte (na produção) rapidamente talvez seja prematura", disse ele em Pequim. "Então, no momento, não estamos pensando em mais reduções, mas é claro que estamos observando o mercado". As informações são da Dow Jones.

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