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Petróleo se recupera em NY, mas Opep estuda reduzir produção

Os preços do petróleo se recuperaram nesta terça-feira em Nova York, em um mercado que especula sobre uma possível decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção, além de eventuais quedas das taxas de juros diante da crise financeira.

AFP |

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o baril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro terminou cotado a 90,06 dólares, uma alta de de 2,25 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira.

Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento ganhou 98 centavos, fechando a 84,66 dólares.

Os preços registraram uma queda de mais de seis dólares na segunda, quando a propagação da crise financeira até a Europa gerou temores de uma brusca desaceleração econômica, sinônimo de queda da demanda energética.

"Os investidores temem uma possível redução da produção da Opep", em resposta à queda dos preços, destacou Phil Flynn, da Alaron Trading.

O ministro do Petróleo líbio, Chukri Ghanem, declarou-se "muito preocupado" com a situação.

"Se os preços se mantiverem nestes níveis, consideramos seriamente reduzir nossa produção, e pediremos aos outros membros da Opep, além dos produtores que não fazem parte dela, que reduzam sua produção para salvaguardar seus interesses", declarou à AFP o diretor da companhia nacional petroleira líbia, que possui status de ministro.

Em um mercado que continua em suspensão por causa da evolução da crise financeira, os preços também foram influenciados pela "antecipação das taxas por parte dos bancos centrais no mundo todo", comentou por sua vez Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, estimou que o banco central deve revisar o nível atual de suas taxas de juros em vista da recente evolução dos mercados e das perspectivas da economia americana.

Para os investidores, taxas mais baixas - que limitam a amplitude da desaceleração econômica - "podem manter a demanda de petróleo", disse Lipow.

gmo/ap

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