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Petróleo salta mais de US$ 5 por barril com aumento das tensões no Irã e na Nigéria

SÃO PAULO - Com um salto no final dos negócios, o preço do petróleo fechou com uma alta superior a US$ 5 por barril hoje, a US$ 141, compensando parte da queda superior a US$ 9 por barril que havia sido registrada no início desta semana. Os analistas citaram as tensões geopolíticas na Nigéria e no Irã e uma previsão de alta na demanda para justificar a elevação da cotação da commodity nos negócios de hoje. A queda muito grande do preço verificada na segunda-feira e na terça também teria atraído investidores para a ponta de compra.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York subiu US$ 5,60, para US$ 141,65. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 142,33, com alta e US$ 5,61. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 5,45, para US$ 142,03. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 142,88, com alta de US$ 5,42.

O grupo militante nigeriano Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEDN) informou que colocará um fim neste sábado no cessar-fogo declarado pela organização há duas semanas.

Já o Irã, outro grande produtor de petróleo, realizou nesta quinta-feira novos testes de lançamento de mísseis, o que está sendo encarado pela comunidade internacional como uma demonstração de força para Israel, que recentemente ameaçou Teerã por conta do seu programa nuclear.

As tensões geopolíticas em regiões produtoras de petróleo apenas aumentam a pressão sobre o preço da commodity, que tem subido também por conta da preocupação com o ritmo de crescimento da demanda frente a uma oferta que não estaria crescendo na mesma proporção.

Em relatório divulgado hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu que a demanda global por produtos petrolíferos como gasolina, diesel e óleo de calefação crescerá pouco mais de 1%, ou 890 mil barris diários, para 86,9 milhões de barris por dia em 2008. O dado ficou ligeiramente acima daquele projetado um mês atrás. Para 2009, a expectativa é de que a demanda avançará 1%, ou 860 mil barris, para 87,7 milhões de barris por dia.

(Valor Online, com agências internacionais)

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