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Petróleo reverte ganhos e encerra sessão em queda

Os preços do petróleo caíram, com as renovadas preocupações sobre a demanda revertendo os ganhos obtidos pela manhã, quando o mercado se animou com a probabilidade de um corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com vencimento em janeiro recuaram US$ 1,77, ou 3,82%, para US$ 44,51 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 44,10 e a máxima de US$ 50,05. Na ICE Futures, em Londres o contrato de petróleo Brent caiu US$ 1,81, ou 0,84%, para US$ 44,60. A mínima foi de US$ 44,25 e a máxima de US$ 49,96.

Os preços do petróleo bruto subiram para pouco acima de US$ 50 por barril no início da sessão, impulsionados por sinais de que a Opep está preparando o anúncio de um considerável corte na produção na reunião de quarta-feira, na Argélia. No entanto, o mercado mudou de direção abruptamente, recolocando o foco sobre as atuais preocupações com a demanda mesmo depois de as autoridades da Opep enfatizarem seu compromisso de dar suporte aos preços do petróleo.

"(Os membros da Opep) têm mantido grandes expectativas sobre um corte de 1,5 milhão a 2 milhões de barris diários" e o mercado está preocupado com que a organização não chegue a esse volume, afirmou Nauman Barakat, vice-presidente sênior do Macquarie Futures, em Nova York. "Isso é bem diferente do que eles fizeram no passado, quando mantiveram as expectativas baixas".

Na verdade, operadores indicaram que o mercado já embutiu nos preços o corte de 2 milhões de barris por dia. Muitos acreditam que a Opep vai precisar oferecer muito mais se quiser estimular os preços. Qualquer redução de volume menor que 1,5 milhão de barris por dia poderá derrubar os preços abaixo de US$ 40 por barril, afirmou Jan Stuart, economista do UBS.

Mas outros calculam que o mercado se concentrou muito nas conversas e pouco nos fundamentos. "Para mim, parece que um corte de 1 milhão de barris diários seria suficiente para criar um déficit de oferta durante 2009", afirmou Tim Evans, analista de energia da Citi Futures, em Nova York.

Participantes do mercado também estão prestando atenção na reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que deverá terminar amanhã com um corte de meio ponto base na taxa de juros básica, para 0,50% ao ano. O anúncio provavelmente vai pressionar ainda mais o dólar, que caiu hoje ante todas as moedas rivais.

A queda do dólar torna o preço do petróleo cotado em dólar mais barato para investidores estrangeiros, enquanto também protege contra a inflação, mas as ligações entre o dólar e o petróleo não são sempre evidentes. Observando que os preços do petróleo bruto caíram hoje apesar de o dólar ter ficado estável, Evans afirmou que este é "outro exemplo de que o mercado de petróleo escolhe em qual indicador ele quer se concentrar". As informações são da Dow Jones.

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