Tamanho do texto

Os preços dos contratos futuros de petróleo voltam a subir nesta manhã. Às 11h17 (de Brasília), o contrato do petróleo leve com vencimento em abril estava em alta de US$ 0,15, ou 0,32%, em US$ 47,50 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

O contrato do petróleo Brent para maio, na ICE estava em alta de 1,49%, em US$ 47,15.

A economia enfraquecida continua a impedir que os preços do petróleo sejam comercializados acima dos US$ 48 o barril por um período longo, frustrando um rali no qual os preços futuros subiram mais de 30% no mês passado. Nesta terça-feira, o índice de preços ao produtor (PPI) de fevereiro divulgado nos EUA mostrou um aumento menor do que o esperado, mas não a completa deflação temida por alguns economistas. O PPI subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, informou o Departamento de Trabalho, abaixo da expectativa dos economistas de alta de 0,4%.

O cenário ruim e o potencial para uma queda nas ações dão esperança aos detentores de opções prestes a expirar de vender no nível de US$ 45 o barril estes contratos que só se tornam lucrativos se o petróleo cair abaixo deste patamar. Um grupo rival está interessado em puxar os contratos acima de US$ 50, com as opções dos dois lados expirando nesta terça-feira.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) continua a tentar puxar os preços em outra direção, após o cartel decidir manter a produção estável em sua última reunião, no domingo. Os membros da Opep disseram que vão centrar forças no cumprimento de acordos anteriores, para cortar a produção em 4,2 milhões de barris por dia, dos quais fontes que monitoram o mercado afirmam que falta conseguir cortar 800 mil barris diários.

O ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse que a Opep poderia cortar a produção novamente, caso as nações do G-20 fracassem em sua reunião de abril para agir e reverter o declínio econômico global. Contudo, o sucesso da reunião do G-20 poderia levar o petróleo de volta aos US$ 60 o barril, disse o ministro. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.