Os preços do petróleo recuam nesta tarde, influenciados por receios sobre a demanda em escala mundial e acompanhando o movimento no mercado de ações. Às 13h45, o contrato futuro de petróleo com entrega em novembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 1,66, ou 1,87%, para US$ 87,268 o barril.

Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent para novembro negociado na ICE Futures perdia US$ 1,26, ou 1,49%, para US$ 83,10 o barril.

"(O petróleo) ainda está usando o mercado de ações como referência para medir a demanda futura, mas os fundamentos sinalizam queda", afirmou Jim Ritterbusch, da Ritterbusch & Associates. Segundo Ritterbusch, há preocupações cada vez mais fortes de que a deterioração na demanda se espalhe para os mercados emergentes.

Dados divulgados ontem mostraram que os EUA tiveram o menor consumo interno de petróleo desde setembro de 2001 na semana passada. Os estoques da commodity (matéria-prima) também subiram 8,23 milhões de barris no período, superando as expectativas do mercado, de aumento de 2,3 milhões de barris.

Mais cedo, os preços apresentavam alta diante da possibilidade de um corte na produção dos integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no mês que vem e pelo movimento de alta no mercado de ações.

De acordo com o operador Phil Flynn, da Alaron Trading, os preços do petróleo "estão nas mãos do mercado de ações, não da Opep ou dos corretores". Por volta do horário citado, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuava 1,26%. Ele acrescentou que os preços podem testar a mínima do ano, de US$ 86,05 por barril atingida ontem, avaliando que uma queda para menos de US$ 85 por barril deve provocar uma onda de vendas. As informações são da Dow Jones.

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