SÃO PAULO - O petróleo acumulou nesta jornada a quinta baixa consecutiva dos preços e fechou mais uma vez abaixo de US$ 40 por barril em Nova York. As preocupações com a derrocada da demanda global por energia e combustíveis continua dando o referencial para a cotação do produto.

O contrato de WTI negociado para o mês de fevereiro em Nova York fechou a US$ 37,59, com baixa de US$ 3,24. O vencimento para o mês seguinte caiu US$ 2,42, para US$ 43,65. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês declinou US$ 1,51, para US$ 42,91. O contrato para março fechou a US$ 45,52, com desvalorização de US$ 1,72.

O aumento dos estoques verificado na semana passada nos Estados Unidos, bem como a forte perda de postos de trabalho no país em dezembro fizeram com que os preços da commodity voltasse a tombar. Antes disso, a tensão criada pelo ataque de israelenses à Faixa de Gaza tinha despertado temores em relação a vizinhos produtores de petróleo.

Nem mesmo os cortes de produção anunciados pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) conseguiu segurar o tombo dos preços futuros do produto. O mercado acredita que esse ajuste de oferta deve levar algum tempo para refletir sobe o preço.

Por enquanto, é o pessimismo em relação à economia dos Estados Unidos e outros países consumidores que estão dando o rumo para o petróleo.

Colabora para a trajetória declinante a expectativa de que a Rússia restabeleça até amanhã o fornecimento de gás para a União Européia por meio da Ucrânia. A normalização desse canal evitaria aumento do consumo por outros combustíveis na região.

(Valor Online, com agências internacionais)

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