SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo quebraram a sequência de cinco baixas e fecharam com ganhos expressivos nesta quarta-feira. Contrariando as expectativas dos analistas, o relatório de estoques da commodity nos Estados Unidos mostraram redução nas reservas. Além disso, balanços corporativos e dados da economia positivos animaram os investidores.

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo quebraram a sequência de cinco baixas e fecharam com ganhos expressivos nesta quarta-feira. Contrariando as expectativas dos analistas, o relatório de estoques da commodity nos Estados Unidos mostraram redução nas reservas. Além disso, balanços corporativos e dados da economia positivos animaram os investidores. Em Nova York, o WTI para maio subiu US$ 1,79, ou 2,1%, para US$ 85,84 o barril, enquanto o vencimento de junho fechou a US$ 86,73, com avanço de US$ 1,62. Em Londres, o Brent de maio ganhou US$ 1,43, ou 1,7%, para US$ 86,15 o barril, e o contrato de junho avançou US$ 1,27, para US$ 86,90. O Departamento de Energia dos EUA informou hoje que os estoques de petróleo cru recuaram em 2,2 milhões de barris na semana encerrada no dia 9 de abril. O número contrariou a projeção dos analistas, que esperavam um novo aumento nas reservas, na casa de 1 milhão de barris. As reservas de gasolina recuaram em 1,1 milhão de barris, enquanto os estoques de destilados mostraram recuperação de 1,1 milhão de barris. As refinarias utilizaram 85,6% da capacidade operacional na semana passada. Também colaborou para a alta das cotações a retomada do otimismo dos investidores com a economia americana. Intel e JP Morgan apresentaram balanços com resultados acima do esperado pelo mercado. Entre os indicadores desta quarta-feira, as vendas no varejo nos EUA mostraram alta de 1,6% em março na comparação com fevereiro e avançaram 7,6% sobre o mesmo mês de 2009. No primeiro trimestre, o comércio varejista registrou crescimento de 5,5%, em comparação com igual intervalo do ano passado. Hoje também foi dia de Livro Bege. O documento mostrou que a recuperação econômica está se disseminando por grande parte do país. Os comerciantes percebem vendas melhores e as fábricas estão aumentando a produção, mas muitas companhias seguem cautelosas com relação a contratações. O novo levantamento do Fed é consistente com a visão do presidente da instituição, Ben Bernanke, de que está ficando clara uma recuperação modesta da economia, embora não muito forte para reduzir rapidamente o desemprego, hoje em 9,7%. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)
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