Os contratos futuros do petróleo operam em alta, impulsionados pela preocupação de que a violência na Faixa de Gaza pode ter impacto direto no fornecimento de petróleo de alguns produtores da região, segundo operadores. Às 13h10 (de Brasília), o contrato do petróleo para entrega em fevereiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia US$ 1,36, ou 2,93%, para US$ 47,70 o barril.

Segundo o analista Addison Armstrong, da Tradition Energy, o maior preço registrado hoje pelo contrato, de US$ 48,68 o barril, deixou a matéria-prima acima da média de variação dos preços nos 40 dias precedentes pela primeira vez em três meses.

Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para fevereiro avançava US$ 1,23, ou 2,62%, para US$ 48,14 o barril.

O Irã pediu aos países muçulmanos exportadores de petróleo que suspendam as vendas para nações que apóiam Israel, contribuindo para impulsionar os preços. No entanto, analistas acreditam que o pedido não deve ser atendido, já que grande parte dos produtores ainda tenta se adequar aos cortes de produção estipulados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no final do ano passado.

Jim Ritterbusch, da Ritterbusch and Associates, disse que os receios geopolíticos podem ficar em segundo plano no final da semana, quando serão divulgados dados sobre o mercado de energia e sobre a economia norte-americana, entre eles o relatório de postos de trabalho. As informações são da Dow Jones.

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