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Petróleo não deve ser obstáculo para desenvolvimento mundial, diz Medvedev

Moscou, 22 jul (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou hoje que o preço do petróleo não deve ser um obstáculo para o desenvolvimento da economia mundial e se mostrou contrário a acordos para impor preços a outros países, após se reunir com o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez.

EFE |

"É completamente evidente que os preços do petróleo não devem impedir o desenvolvimento mundial. Os preços devem ser justos, mas isto não significa que sejam possíveis acordos em relação a estes preços para impô-los a outros países", declarou Medvedev, citado pela agência oficial "RIA Novosti".

O chefe do Kremlin respondeu assim à pergunta de um jornalista sobre se tinha chegado a algum acordo sobre os preços do petróleo em suas conversas com Chávez.

Medvedev acrescentou que Rússia e Venezuela são duas grandes potências de petróleo e gás e que a situação no mercado dos hidrocarbonetos sempre está no centro da atenção da opinião pública.

"A segurança energética também depende de nossas ações coordenadas. Vamos trabalhar juntos, de forma coordenada e correta.

Nossa cooperação não vai contra outros países", declarou Medvedev.

Ao se referir à proposta de criar um cartel de países produtores de gás natural nos moldes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciativa promovida pelo Irã em janeiro de 2007, o presidente russo disse: "Não foi tomada nenhuma decisão, mas não é certo dizer que o tema esteja encerrado".

Após as conversas entre Medvedev e Chávez, realizadas na residência de campo de Meindorf, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinou acordos de cooperação com três grandes companhias energéticas russas.

O ministro da Energia da Venezuela e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, assinou acordos de cooperação com altos diretores das petrolíferas russa Lukoil, da russo-britânica TNK-BP e da gigante do gás Gazprom, diz a agência russa "Interfax".

Ramírez e o presidente da Lukoil, Vaguit Alekperov, assinaram um acordo para a prospecção no bloco petrolífero Junin-3, de 640 quilômetros quadrados, em Orinoco.

Além do acordo, que prevê a criação de uma empresa mista entre as duas companhias, a Lukoil e a PDVSA também assinaram um memorando de entendimento.

Além disso, Ramírez assinou um acordo com a TNK-BP para a prospecção do bloco Ayacucho-2, no delta do Orinoco, e outro com a Gazprom sobre a avaliação e certificação das reservas do Ayacucho-3.

Medvedev destacou que ele e Chávez concordaram em supervisionar pessoalmente estes projetos, que, segundo o presidente venezuelano, permitem que Moscou e Caracas avancem na criação de uma "aliança estratégica no setor da energia". EFE bsi/wr/fal

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