Os preços do petróleo terminaram a semana em alta, impulsionados por uma recrudescência da tensão entre Israel e o Irã, quarto produtor mundial de ouro negro.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril 'light sweet' para entrega em setembro fechou em 125,10 dólares, o que representa um aumento de 1,02 dólar em relação ao fechamento da sessão de quinta-feira.

Os preços caíram no início da sessão de hoje (sexta-feira), mas subiram mais de 4 dólares no momento em que um ministro israelense elevava o tom contra o Irã.

"A política americana em relação ao Irã ficou um pouco mais frouxa, o que torna os israelenses mais nervosos e dá mais peso à idéia de uma iniciativa isolada de Israel contra o Irã", explicou Antoine Halff, do Newedge Group.

Os Estados Unidos, junto com Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia, adotaram em 19 de julho uma postura mais conciliadora com Teerã.

Eles propuseram a idéia de um "congelamento mútuo", segundo o qual os iranianos manteriam o enriquecimento de urânio no nível atual e os seis países desistiriam de endurecer as sanções contra a República Islâmica.

Entretanto, o mercado segue afetado pelas preocupações com uma eventual redução do consumo de petróleo impulsionada pela desaceleração econômica.

Em novo sinal da desaceleração econômica nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de petróleo, o desemprego subiu para 5,7% em julho, atingindo seu nível mais alto desde março de 2004. A economia americana perdeu empregos pelo sétimo mês consecutivo.

Quinta-feira, o país anunciou um crescimento decepcionante de apenas 1,9% no segundo trimestre, quando os analistas apostavam em 2,3%.

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