SÃO PAULO - Os preços do petróleo fecharam praticamente estáveis nos negócios de hoje, com pequena alta em Nova York e ligeira baixa em Londres. Entre os eventos que influenciaram os negócios, segundo os agentes deste mercado, estiveram a greve dos funcionários da Petrobras que trabalham nas plataformas da Bacia de Campos, e também a valorização do dólar no mercado internacional após o anúncio de recuperação das companhias hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York subiu US$ 0,10, para US$ 145,18. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 145,78, com alta de US$ 0,12. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês caiu US$ 0,57, para US$ 143,92. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 145,33, com queda de US$ 0,24.

A Petrobras informou hoje que 7% da sua produção no país foi afetada por conta da greve dos petroleiros que trabalham na Bacia de Campos, o que equivaleria a 136 mil barris por dia. Já representantes do sindicato dizem que a produção foi reduzida em 400 mil barris diários. Em um mercado preocupado com a relação apertada entre oferta e demanda, qualquer interrupção de produção é vista com cautela por parte dos investidores.

Ainda no noticiário de hoje ligado à commodity, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, suspendeu a proibição federal à exploração de petróleo em alto mar.

Apesar de uma medida como essa ter o potencial de aumentar a produção de petróleo no futuro, a aprovação da exploração nessa região precisa ser aprovada pelo Congresso, onde deve enfrentar forte resistência do partido Democrata.

(Valor Online, com agências internacionais)

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