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O preço do petróleo caiu hoje, derrubando as expectativas de uma alta sustentada, enquanto as preocupações com a demanda continuaram a pesar sobre o mercado. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega em setembro caíram US$ 2,69%, ou 2,1%, e fecharam a US$ 124,08.

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 122,71 e a máxima de US$ 127,89. No sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, de Londres, os contratos de petróleo Brent para setembro caíram US$ 3,12, ou 2,45%, e fecharam a US$ 123,98 por barril. A mínima foi de US$ 122,92 e a máxima de US$ 127,52.

Com a queda de 15% em relação ao recorde alcançado no início do mês, o petróleo reafirmou sua volatilidade. Isso contrasta fortemente com o primeiro semestre de 2008, quando a alta de preços parecia uma aposta certeira. Em julho, o contrato de petróleo bruto registrou perda de 11,74% em Nova York, interrompendo uma seqüência de três meses de ganhos. O contrato para o primeiro mês futuro teve sua maior queda mensal em termos porcentuais desde dezembro de 2004.

O mercado vem acentuando sua volatilidade, indicou o Barclays Capital em relatório. Os analistas do Barclays disseram que investidores especulativos - aqueles que não usam os contratos futuros para fazer se protegerem da produção subjacente - continuam a apostar na queda dos preços.

Após breve tentativa de puxar uma alta no começo do dia, os futuros do petróleo viraram depois que o Departamento de Comércio informou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu no segundo trimestre 1,9%, abaixo do esperado por analistas. Crescimento econômico fraco sinaliza baixa demanda pelos derivados do petróleo. Aumentando o nervosismo, os analistas apontaram a decepção com os dados sobre a demanda por petróleo nos EUA, com a procura por gasolina ficando 2,4% abaixo da registrada no mesmo período do ano passado.

A elevação do petróleo bruto para bem acima dos US$ 100 o barril neste ano foi parcialmente sustentada pela crença de que a demanda das economias emergentes, como China e Índia, poderia compensar o declínio do consumo nos EUA. Mas o sentimento mudou nas últimas semanas e os participantes do mercado já tentam estabelecer um piso de curto prazo. "Vamos ver US$ 110 em questão de semanas", prevê Matt Zeman, chefe de negociação da corretora LaSalle Futures Group. Ele acrescentou que a perspectiva para a demanda não deve melhorar, considerando-se que o pico de verão nos EUA já passou. As informações são da Dow Jones.