O preço do petróleo encerrou a quarta-feira quase igual ao fechamento de terça em Nova York, com um mercado afetado pela queda nas reservas de cru dos Estados Unidos e pela volta da tensão com o Irã, em meio a uma demanda que dá mostras de enfraquecimento.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" para entrega em agosto terminou cotado a 136,05 dólares, uma alta de apenas 1 centavo em relação ao preço de terça-feira.

Após ter caído cerca de 10 dólares nas duas primeiras dessões desta semana, o preço do barril passou a maior parte do pregão desta quarta-feira em alta, reduzindo seus lucros já no final.

Muito esperado, o relatório semanal do departamento de Energia americano (DoE) revelou uma nova e impressionante redução dos estoques na semana passada: 5,9 milhões de barris, ficando a 293,9 milhões - número muito superior à baixa de 2,1 milhões de barris prevista pelos analistas.

No entanto, "esta baixa se deve em parte ao fechamento, durante alguns dias, de um oleoduto no Alaska, que foi temporário porém muito brutal", explicou Antoine Halff, da Newedge Group.

"Estamos talvez diante de um giro no mercado: apesar das reservas bastante enfraquecidas, a oferta melhora, parece mais abundante que no primeiro semestre, num momento em que a demanda parece diminuir", disse Halff.

Os preços haviam subido mais cedo por causa do Irã, quarto maior produtor mundial de ouro negro, que anunciou ter realizado um teste de lançamento de um míssil capaz de alcançar Israel.

gmo/ap

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