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Petróleo fecha estável com incerteza sobre Opep

Os contratos futuros de petróleo, negociados no mercado internacional, encerraram os negócios hoje praticamente com as cotações inalteradas, refletindo a incerteza do mercado a respeito de qual será a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na reunião de emergência do cartel amanhã. O volume de negociações no mercado foi bastante baixo hoje, por conta do feriado prolongado nos Estados Unidos.

Agência Estado |

"Parte da volatilidade registrada hoje é resultado do número pequeno de participantes do mercado", disse o analista da corretora Tradition Energy, Gene McGillian.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em janeiro de 2009 teve leve baixa de 0,02%, a US$ 54,43 o barril.

Entre setembro e outubro, a Opep anunciou um corte de 2 milhões de barris na produção diária de petróleo, em uma tentativa de conter o declínio acentuado dos preços da matéria-prima (commodity) em meio a um cenário de demanda fraca por conta da crise. Apesar disso, o mercado prosseguiu com o movimento de queda, alimentando expectativas de analistas a respeito de uma nova redução na extração dos barris.

Há dúvidas, no entanto, sobre a possibilidade do anúncio dessa decisão ocorrer amanhã, quando os membros do cartel se reúnem no Cairo em caráter emergencial, ou no encontro oficial do grupo, em 17 de dezembro, na Argélia.

Durante a semana, as declarações dos delegados não ajudaram a eliminar as incertezas e os comentários dos ministros que chegaram hoje ao Egito também não contribuíram com indicações mais concretas sobre o possível desfecho da cúpula. De acordo com o ministro de Petróleo do Kuwait, Mohammad Al Olaim, "não estamos esperando uma decisão no momento. É apenas uma reunião consultiva".

Apesar da produção da Opep corresponder a aproximadamente 40% do consumo mundial por petróleo, a influência do cartel sobre os preços enfraqueceu recentemente por conta da deterioração na demanda. Nos Estados Unidos, a demanda por petróleo foi 6,6% menor do que um ano atrás, de acordo com o Departamento de Energia norte-americano (DOE), enquanto no Japão as importações da commodity recuaram 7,7% em outubro em comparação ao mesmo período de 2007. As informações são da Dow Jones.

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