Os contratos futuros de petróleo interromperam a queda das duas últimas sessões hoje, mas não recuperaram muito terreno, uma vez que os sinais do enfraquecimento da demanda por gasolina nos EUA impediram uma alta acentuada. O petróleo leve para entrega em agosto fechou em alta de US$ 0,01, ou 0,01%, em US$ 136,05 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York.

Os contratos continuam cerca de 6% abaixo do fechamento recorde em US$ 145,26 em 3 de julho, após as fortes quedas de segunda e terça-feira. O contrato para agosto do petróleo negociado em Londres, na Bolsa Intercontinental, fechou em alta de US$ 0,15, em US$ 136,58 o barril.

Uma queda de 5,8 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na semana encerrada em 4 de julho superou as expectativas, mas não deu muito impulso aos preços do produto. A maior parte do declínio aconteceu na Costa Oeste, que é isolada como mercado do restante do país. Os níveis dos estoques caíram ao menor nível para o mês de julho em cinco anos, no entanto.

A demanda por gasolina também caiu, 2% no mês encerrado em 4 de julho sobre o mesmo período do ano passado, segundo o Departamento de Energia dos EUA (DOE). Os estoques caíram 900 mil barris, enquanto os analistas esperavam ganho médio de 200 mil barris. Os estoques de derivados, incluindo óleo de calefação e diesel, subiram 1,8 milhão de barris, levemente abaixo do consenso dos analistas.

O mercado oscilou entre ampliar as perdas da semana e retomar o avanço. Além dos dados mistos sobre estoques, os países produtores de petróleo forneceram notícias divergentes para os operadores. O Irã testou mísseis de médio alcance, aumentando a tensão nas rotas dos petroleiros, mas a Royal Dutch Shell PLC informou que restaurou parte da produção paralisada na Nigéria no mês passado por ataques dos rebeldes.

A gasolina RBOB (mistura reformulada) para agosto fechou em alta de 0,5%, em US$ 3,3808 o galão. O óleo para calefação para agosto fechou em alta de 0,8%, em US$ 3,8516 o galão. As informações são da agência Dow Jones.

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