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Petróleo fecha em queda pelo 4º dia seguido, a US$ 128

Temores de que os preços recordes do petróleo provoquem redução do consumo fizeram a commodity fechar em queda pelo quarto dia seguido nesta semana. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o barril de petróleo do contrato com vencimento em agosto encerrou com queda de US$ 0,41 (-0,32%), em US$ 128,88; em Londres, o barril do petróleo tipo Brent com vencimento em setembro caiu US$ 0,92, para US$ 130,15.

Agência Estado |

Uma semana atrás, o petróleo atingiu o recorde histórico de US$ 147,27 por barril durante as negociações. Nesta semana caiu 11% devido ao incremento nos estoques norte-americanos do produto e ao aumento de produção na Arábia Saudita, que começa a chegar ao mercado. Além disso, há interpretações de que o encontro diplomático para se discutir o controverso programa nuclear do Irã reduzirá os riscos de um conflito destrutivo com o quarto maior exportador de petróleo do mundo.

O petróleo caiu seguidamente desde terça-feira, no primeiro declínio de quatro dias seguidos desde dezembro de 2007. "Começamos a ver uma resposta de fundamentos aos preços elevados", disse Andy Lebow, vice-presidente sênior da corretora de energia MF Global. "O mercado está levando isso em conta. "A demanda nos EUA está caindo há muitas semanas e o mercado tem que levar isso em consideração", completou.

De acordo com dados divulgadas na quarta-feira, a demanda por petróleo nos EUA nas últimas semanas caiu 2% ante igual período do ano passado. Os elevados preços da gasolina e do diesel têm feito os motoristas pensarem duas vezes antes de viajar.

De volta ao Irã, os EUA enviarão um de seus mais destacados diplomatas para um encontro sobre o programa nuclear iraniano, neste final de semana, em Genebra (Suíça). Trata-se do contato mais próximo entre Irã e EUA desde 1979. Depois da retórica acalorada e dos testes iranianos com mísseis, fatores que ajudaram o petróleo a renovar recordes, o tom mais ameno entre iranianos e norte-americanos agora contribui com a queda da commodity.

"A importância de um representante do Departamento de Estado dos EUA nestas negociações não deve ser subestimada, visto que o progresso diplomático pode provocar mais evaporação do prêmio de risco relativo à tensão com o Irã", afirmou Jim Ritterbusch, presidente da consultoria de energia Ritterbusch and Associates. As informações são da Dow Jones.

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