Os contratos futuros de petróleo fecharam com queda forte, devolvendo parte dos ganhos de ontem com a volta do sentimento negativo com relação à economia mais uma vez derrubando os preços da energia. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo para abril caiu US$ 1,77, ou 3,90%, para fechar em US$ 43,61 o barril.

Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent para abril cedeu US$ 2,48, ou 5,38%, para US$ 43,64 o barril.

Na quarta-feira, o contrato para abril da Nymex fechou no maior nível em cinco semanas, em US$ 45,38 por barril, após o relatório do Departamento de Energia dos EUA (DOE) apresentar um declínio de 757 mil barris nos estoques norte-americanos da commodity. O contrato continuou a subir no pregão eletrônico, mas não resistiu à forte queda nos índices de ações nos EUA. Os mercados devolveram os ganhos de ontem depois que a China frustrou as esperanças e não anunciou um novo pacote de estímulo. Os índices também foram bastante pressionados pelas ações do setor financeiro. "No final das contas, a perspectiva sobre um retorno da demanda no mercado de petróleo está relacionada, de forma correta ou não, a como os investidores percebem o mercado de ações", comentou Raymond Carbone, presidente da Paramount Options.

Muitos analistas acreditam que a demanda por energia irá cair em 2009 pelo segundo ano consecutivo. Alguns dados divulgados até agora corroboram essa avaliação. As exportações dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com exceção de Angola e Equador, devem recuar em 430 mil barris diários, para 22,67 milhões de barris diários, nas quatro semanas encerradas em 21 de março, de acordo com a Oil Movements, consultoria britânica que acompanha os embarques do bloco. Nas quatro semanas encerradas em 21 de fevereiro, os membros da Opep exportaram 23,1 milhões de barris por dia, o menor nível em cinco anos.

A Opep se reúne no próximo dia 15 para discutir seus níveis de produção, mas não está claro se outro corte será suficiente para recuperar os preços. "O que vai romper essa espiral? Acredito que teremos que esperar a recuperação da economia", considerou Kyle Cooper, diretor de pesquisas da IAF Advisors. Desde setembro passado, a Opep reduziu a produção em 4,2 milhões de barris por dia. As informações são da Dow Jones.

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