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Petróleo fecha em queda acompanhando fracos dados

Os preços do petróleo fecharam com queda forte, pressionados pelos fracos dados econômicos divulgados hoje, que reforçam a perspectiva de queda na demanda. Êxodo dos fundos de investimentos, valorização do dólar e demanda em queda derrubaram os futuros em mais de US$ 80 por barril desde o pico alcançado em julho.

Agência Estado |

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo WTI com entrega do produto em dezembro recuaram US$ 3,90, ou 5,75%, para US$ 63,91 o barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a máxima foi de US$ 69,19 e a mínima, de US$ 63,64 por barril. No pregão eletrônico da ICE Futures, em Londres, o contrato para dezembro do petróleo Brent fechou com queda de US$ 4,84, ou 7,41%, em US$ 60,48.

Dados econômicos divulgados hoje pesaram sobre as cotações da matéria-prima. Nos EUA, o índice de atividade industrial contraiu para o menor nível desde setembro de 1982, segundo o Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês). Na Europa, o índice de atividade industrial dos gerentes de compra da zona do euro sinalizou contração no setor pelo quinto mês consecutivo em outubro. Na China, o mesmo índice também recuou.

Phil Flynn, corretor da Alaron Trading Corp, diz que os índices de atividade industrial são bons indicadores para a demanda futura por energia. "Se o setor industrial nos EUA está na mínima de 26 anos e no mundo os índices também são negativos, isso sugere que a demanda vai piorar", disse.

O forte crescimento do consumo na China sustentou a maior parte das estimativas para a demanda por petróleo em 2009, mas agora as perspectivas estão sendo revistas. O relatório mais recente da Agência Internacional de Energia (EIA) previa que o país demandaria 420 mil barris de petróleo diários a mais em 2009, ante 2008. Esse volume representava 61% do crescimento da demanda mundial. Com os sinais de desaquecimento da economia chinesa, o Credit Suisse disse hoje que a demanda do país deve crescer apenas 100 mil barris por dia, e a demanda mundial deverá recuar 300 mil barris/dia. Em uma demonstração de como o consumo enfraqueceu, os futuros de gasolina foram negociados com um desconto de US$ 6 sobre o barril de petróleo, o que representa prejuízo para as refinarias.

Alguns analistas acreditam que as cotações do petróleo devem ficar de lado até que saia o resultado da eleição para presidente nos EUA. Poucos, entretanto, vêem alguma relação entre o resultado da eleição e os preços do petróleo. "Não importa quem vença, não vejo isso como um grande fator de influência sobre os preços", disse Jim Ritterbusch, presidente de negociações em energia da consultoria Ritterbusch and Associates. As informações são da Dow Jones.

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