O petróleo voltou a fechar em nível recorde hoje devido a uma dura previsão de fornecimento feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) e às renovadas tensões no Oriente Médio. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em agosto fechou com alta de US$ 0,97 (0,69%) a US$ 140,97 o barril - na máxima do dia, foi negociado a US$ 143,33, bem próximo do recorde histórico de US$ 143,67 estabelecido ontem.

Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent também terminou em nível recorde, a US$ 140,67.

Em relatório anual sobre perspectivas de médio prazo, a AIE (agência que representa os interesses das nações mais industrializadas) disse que a crescente demanda nos países emergentes por petróleo superará a das nações desenvolvidas, dificultando o fornecimento do produto. Os preços atuais são um reflexo exato da apertada relação entre demanda e fornecimento, diz a AIE - a agência não faz previsão de preços, mas sugere que as condições atuais do mercado indicam que os preços elevados terão continuidade.

O petróleo dobrou de preço ao longo do último ano devido a uma série de fatores, tais como enfraquecimento do dólar, problemas no mercado de ações e de crédito e interrupções de produção na Nigéria. Também agitou o mercado hoje a declaração de um oficial de Defesa dos EUA, para quem é "crescente a possibilidade de que Israel promova um ataque contra o Irã". Divulgadas ontem à noite pela rede de tevê norte-americana ABC News, os comentários serviram como lembrete da crescente tensão no Oriente Médio.

"Manchetes geopolíticas nunca estão longe da superfície quando se trata deste mercado, logo o alerta do Pentágono sobre Israel e Irã provavelmente exercerá pressão neste segmento", Steven Schork, editor do The Schork Report. Amanhã, os investidores ficam de olho na divulgação dos estoques semanais de petróleo nos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones prevêem alta de 100 mil barris nas reservas de petróleo e de 1,8 milhão nas de destilados. As informações são da Dow Jones.

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