Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira em Nova York, apesar de uma diminuição significativa das reservas petroleiras americanas, ofuscada por temores sobre a demanda.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro fechou cotado a 105,73 dólares, uma queda de 88 centavos em relação a terça-feira.

Em Londres, o barril de Brent para entrega em novembro perdeu 63 centavos, encerrando a 102,45 dólares.

Após iniciar a sessão em alta, os preços caíram com a publicação do relatório semanal do departamento de Energia (DoE) sobre os estoques de produtos petroleiros.

O DoE anunciou uma forte queda das reservas americanas na semana passada, depois da passagem dos furacões Gustav e Ike pelo sul do país, importante região de produção e refino do cru.

As reservas caíram 1,5 milhão de barris na semana finalizada em 19 de setembro. Os estoques de gasolina perderam 5,9 milhões de barris pela nona semana consecutiva, enquanto os estoques de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) caíram 4,2 milhões de barris.

Segundo Thierry Lefrançois, da Natixis, esta é "uma queda sem precedentes".

Os estoques "da maioria dos produtos estão na metade inferior (do nível médio para o período). As refinarias no Golfo do México permanecem fechadas e a situação pode piorar nas próximas semanas", advertiu.

Entretando, "o mercado está preocupado com a demanda", explicou Bart Melek, da BMO Capital Markets.

Mas o que mais preocupou o mercado foram os números do DoE que mostram uma nova diminuição do consumo de petróleo nos Estados Unidos, maior consumidor mundial.

Nas quatro últimas semanas, os americanos consumiram em média 19,5 milhões de barris diários de produtos petroleiros, uma queda de 5,3% em relação ao ano anterior. O consumo de gasolina caiu 3,5%.

gmo/ap

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