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Os contratos futuros de petróleo devolveram os ganhos iniciais e fecharam em ligeira baixa em Londres e Nova York, com os operadores confusos com relação ao rumo, vigor e potencial de impacto na infra-estrutura de energia do furacão Gustav, que deve entrar no Golfo do México neste final de semana, segundo analistas. Embora Gustav represente a pior ameaça em três anos para as plataformas de produção de petróleo e refinarias dos EUA na costa do Golfo do México, os participantes do mercado consideraram que seu rumo ainda não está claro o suficiente para estimular pesadas compras.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega em outubro caíram US$ 0,13, ou 0,11%, e fecharam a US$ 115,46 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 115,00 e a máxima de US$ 118,76. Em Londres, no sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, os contratos de petróleo Brent para outubro caíram US$ 0,07, ou 0,11%, e fecharam a US$ 114,05 por barril. A mínima foi de US$ 113,50 e a máxima de US$ 116,75.

Depois do fechamento do mercado de energia, o Centro Nacional de Furacão dos EUA (NHC, na sigla em inglês) disse que Gustav tinha recuperado a força de furacão, com ventos máximos sustentados de quase 120 km/h. Os especialistas do NHC prevêem que o olho de Gustav vai atingir a costa da Louisiana perto de Morgan City, sudoeste de Nova Orleans, por volta da manhã de terça-feira. Contudo, eles reconheceram que os modelos meteorológicos "divergem tremendamente" sobre a rota da tempestade no Golfo do México e que as previsões "são bastante incertas".

"Aqueles modelos vão mudar consideravelmente ao longo dos próximos dias. É difícil colocar qualquer crédito nos modelos porque muitos ficaram queimados no passado", disse Raymond Carbone, presidente da corretora Paramount Options.

As companhias de energia e as agências governamentais estão tomando todas as medidas preventivas possíveis. Várias companhias - incluindo a BP, a Chevron e a Royal Dutch Shell - começaram a retirar seus funcionários ou reduzir a produção antes da chegada de Gustav. O presidente dos EUA, George W. Bush, declarou hoje estado de emergência na Louisiana. As informações são da Dow Jones.