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Petróleo fecha em leve baixa após dados de estoques

Os preços do petróleo fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva em Londres e Nova York, depois que o relatório semanal dos estoques comerciais dos Estados Unidos mostrou que a demanda continua a se deteriorar no maior consumidor de energia do mundo, segundo operadores e analistas. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega para setembro caíram US$ 0,59, ou 0,50%, e fecharam a US$ 118,58 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 117,11 - nova mínima em três meses - e a máxima foi de US$ 120,49. Na Bolsa Intercontinental, de Londres, os contratos de petróleo Brent para setembro caíram US$ 0,70, ou 0,60%, e fecharam a US$ 117,00 por barril. A mínima foi de US$ 115,60 e a máxima de US$ 118,77.

"Estamos retornando para os fundamentos básicos de oferta e demanda", disse Peter Van Cleve, presidente da T.W. Energy Consulting, acrescentando que acredita que o recorde do petróleo - que chegou a ser negociado acima de US$ 147,00 por barril durante uma sessão de julho - foi "em grande medida baseado em ar".

Os comentários de Van Cleve reforçam o mistério ao redor do petróleo. Os motivos para o seu súbito declínio ao longo do último mês são tão sólidos quanto os motivos para sua extensa ascensão. A Arábia Saudita, maior produtora do mundo, aumentou o volume de petróleo que entrega ao mercado e os EUA estão consumindo menos petróleo bruto. Contudo, ainda se espera crescimento maior da demanda, especialmente em economias emergentes como China e Índia, em relação às novas ofertas de petróleo.

O que mudou, porém, foi o sentimento do mercado, com mais operadores indicando que os investidores estão relutantes em fazer apostas de alta dos preços do petróleo, mesmo diante de fatores de suporte. Nesta manhã, por exemplo, o relatório do Departamento de Energia dos EUA mostrou que os estoques de gasolina caíram acima do esperado em meio a um ligeiro crescimento na demanda pelo combustível de 0,2% na semana passada, em comparação com o período imediatamente anterior. Contudo, os contratos de gasolina para setembro caíram 0,24% e fecharam a US$ 2,9493 por galão na Nymex.

Este pequeno aumento na demanda ocorreu depois que os preços no varejo da gasolina nos EUA recuaram abaixo de US$ 4,00 por galão. "O número da gasolina foi bastante amigável", disse Jeff Schondorf, um operador de petróleo da MBF Clearing Corp.

Por outro lado, os estoques de petróleo bruto aumentaram em 1,6 milhão de barris, enquanto os analistas estavam esperando um aumento de apenas 100 mil barris. Os estoques de destilados - que incluem diesel e óleo para aquecimento - aumentaram em 2,8 milhões de barris, contra as expectativas de um aumento de 1,9 milhão de barris. "A fraca demanda por outros produtos está dominando (as transações), mostrando que as refinarias estão refinando menos", disse Schondorf.

As pequenas margens de refino continuam a frear a produção de gasolina. As refinarias estão consumindo os estoques de gasolina em vez de produzir o combustível, o que tem resultado em um aumento nos estoques de petróleo bruto e declínio nos estoques de gasolina, segundo Raymond Carbone, presidente da Paramount Options Inc. A taxa de utilização da capacidade instalada das refinarias caiu em 0,2 ponto porcentual, acima da expectativa de declínio de 0,1 ponto porcentual, para 87%. Esta é uma taxa considerada relativamente baixa para este período do ano. As informações são da Dow Jones.

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