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Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta hoje, sustentados pelo corte de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos para 1% ao ano, anunciado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). As cotações da matéria-prima (commodity) já subiam com força antes do anúncio do Fed e ampliaram os ganhos depois no pregão eletrônico, após o fechamento da sessão regular.

"Todos esperavam um corte na taxa", comentou Zach Oxman, analista sênior da Wisdom Financial. "Teoricamente, a decisão do Fed pode aumentar a inflação nos EUA, levando os investidores a adquirir ativos tangíveis como proteção. Contudo, o banco central americano disse em seu comunicado que 'espera que a inflação se modere nos próximos trimestres', diante do recuo dos preços da energia e outras commodities e da perspectiva de crescimento econômico mais fraco. O Fed vê problemas com o crescimento da economia. Isso não é positivo para o mercado de petróleo neste momento", observou Peter Van Cleve, presidente da corretora T.W. Energy Consulting.

O corte no juro básico dos EUA foi precedido pelo enfraquecimento do dólar ante o euro, o que ajudou a valorizar as commodities durante todo o dia, entre elas o petróleo.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro subiram 7,60%, a US$ 67,50 o barril. Incluindo as transações no sistema eletrônico Globex, a máxima foi de US$ 69,24 o barril e a mínima de US$ 63,65 o barril. Em Londres, na Bolsa Intercontinental (ICE), o contrato do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento fechou em alta de 8,59% a US$ 65,47 por barril.

Analistas advertiram também que o mercado pode não ter encontrado seu piso ainda, apesar da alta de hoje. "É um pouco prematuro dizer que houve uma reversão (do mercado). A pressão baixista tem sido muito forte", disse Mike Fitzpatrick, corretor da MF Global.

Enquanto isso, os EUA continuam a consumir menos petróleo, apesar da queda recente dos preços. O Departamento de Energia dos EUA (DOE) informou hoje que a demanda pela commodity caiu 0,4% na semana passada e acumula redução de 7,8% nas últimas quatro semanas, ante o mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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