Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo fecha em baixa pressionado pelo gás natural

Os contratos futuros de petróleo reverteram os ganhos iniciais em Londres e Nova York, depois que os compradores deixaram o mercado em meio à incerteza sobre o rumo da tempestade tropical Gustav e promessas de oferta de emergência na eventualidade de danos à infra-estrutura de petróleo. A virada na tendência coincidiu com o inesperado forte aumento dos estoques de gás natural - que nos últimos anos se tornou uma importante fonte geradora de eletricidade - nos EUA, apontado pelo relatório semanal do Departamento de Energia do país.

Agência Estado |

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de gás natural com entrega em outubro despencaram 6,48% e fecharam a US$ 8,050 por milhão de unidades térmicas britânicas (Btu).

O petróleo começou o dia em alta, refletindo os temores de que a tempestade tropical Gustav - que agora se aproxima da Jamaica - possa reprisar os furacões de 2005 na devastação às plataformas de produção e refinarias dos EUA na região da costa do Golfo do México. Vários companhias de petróleo já iniciaram a retirada de funcionários das instalações na região antes da chegada da tempestade que, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), pode atingir a costa da Louisiana na manhã de terça-feira.

As preocupações sobre o potencial impacto da tempestade levaram a Agência Internacional de Energia (AIE), que serve as nações mais industrializadas do mundo, a oferecer a liberação coordenada dos estoques de petróleo aos países-membros se a oferta sofrer uma significativa interrupção no Golfo do México. Separadamente, o Departamento de Energia dos EUA disse que está pronto para liberar suas reservas estratégicas de 707 milhões de barris se a oferta for afetada.

Aqueles anúncios acalmaram os temores de que Gustav vai derrubar a oferta nos EUA, embora vários operadores tenham dito que, se tempestade continuar em seu rumo, ficarão relutantes em vender contratos de petróleo antes do feriado do Dia do Trabalho, na segunda-feira nos EUA. "Eu estou surpreso com a extensão da queda dos preços", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy. "O problema vem dos danos permanentes aos equipamentos no Golfo, às refinarias e outras instalações na costa. Mesmo se eles abrirem as reservas estratégicas, se aquelas coisas ficarem danificadas com a tempestade, haverá uma interrupção na oferta", acrescentou.

Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro caíram US$ 2,56, ou 2,17%, e fecharam a US$ 115,59 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 114,08 e a máxima de US$ 120,50. Em Londres, no sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, os contratos de petróleo Brent para outubro caíram US$ 2,05, ou 1,76%, e fecharam a US$ 114,17 por barril. A mínima foi de US$ 112,81 e a máxima de US$ 118,26. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG