Os contratos futuros de petróleo caíram pela quarta sessão consecutiva em Londres e Nova York, uma vez que o furacão Gustav falhou em provocar extensos danos à infra-estrutura de petróleo dos EUA no Golfo do México. Também contribuiu para a queda dos preços o persistente fortalecimento do dólar, que subiu para a máxima em nove meses em relação ao euro, segundo operadores e analistas.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega em outubro caíram US$ 0,36, ou 0,33%, e fecharam a US$ 109,35 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 107,22 e a máxima de US$ 110,30. Em Londres, no sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, os contratos de petróleo Brent para outubro caíram US$ 0,28, ou 0,26%, e fecharam a US$ 108,06 por barril. A mínima foi de US$ 106,17 e a máxima de US$ 108,40.

As avaliações das companhias de petróleo após a passagem do furacão Gustav mostraram poucas evidências de danos significativos à infra-estrutura da região. Muitos disseram que planejam retomar a produção em alguns dias. Embora algumas refinarias estejam perto de reiniciarem sua atividade, muitas permanecem inativas em virtude da falta de energia em grandes áreas da Louisiana.

O petróleo bruto "definitivamente parece que vai ficar sob pressão e testar os US$ 100 por barril em algum ponto", disse Justin Fohsz, corretor da Starsupply GFI. "Todos estão falando que os danos do furacão (Gustav) não foram tão ruins quanto os do Katrina", acrescentou.

O dólar seguiu em alta ante o euro, reduzindo a atratividade das commodities (matérias-primas) negociadas na moeda norte-americana como seguro (hedge) cambial. O euro caiu para seu nível mais baixo desde janeiro diante de novos sinais de enfraquecimento econômico na Europa. O euro chegou a escorregar para US$ 1,4384 na mínima do dia, de US$ 1,4510 no final da tarde de ontem em Nova York.

"O dólar tem se firmado", disse Bart Melek, estrategista global de commodities da BMO Capital Markets in Toronto. "As pessoas continuam a desfazer aquelas operações vendidas a descoberto em dólar, comprados em commodities, e com a economia dos EUA ainda em dificuldade e a Europa apresentando uma leitura negativa continuarão a existir preocupações no lado da demanda da equação", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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