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Petróleo fecha em baixa com aumento nos estoques

Os contratos futuros de petróleo caíram pelo segundo dia consecutivo em Londres e Nova York, depois dos participantes do mercado terem sido surpreendidos por um aumento nos estoques comerciais norte-americanos de petróleo e derivados. Na Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de petróleo WTI com entrega em agosto caíram US$ 4,14, ou 2,98%, e fecharam a US$ 134,60 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 132,00 e a máxima de US$ 139,30.

Na Bolsa Intercontinental, de Londres, os contratos de petróleo Brent para agosto - que venceram no encerramento dos negócios - caíram US$ 2,56, ou 1,85%, e fecharam a US$ 136,19 por barril; a mínima foi de US$ 132,50 e a máxima de US$ 139,26. Os contratos de petróleo Brent para setembro - que assumem a posição de primeiro mês de vencimento a partir de agora - fecharam a US$ 135,81 por barril, queda de US$ 4,05, ou 2,90%.

Os contratos futuros de petróleo WTI negociados em Nova York agora acumulam uma queda de US$ 10,58 por barril, ou 7,3%, nas últimas duas sessões, pressionados pelas preocupações de que um declínio prolongado nos EUA terá um impacto maior na demanda pelo produto do que as das crescentes economias da Ásia. Contudo, os preços do petróleo continuam exibindo uma valorização de cerca de 80% nos últimos 12 meses e o mercado tem se recuperado de correções em baixa proporcionalmente maiores neste ano.

No final da manhã, o Departamento de Energia (DOE) dos EUA informou que os estoques comerciais de petróleo bruto cresceram em 3 milhões de barris na semana encerrada em 11 de julho, contrariando uma expectativa de declínio dos analistas. Os estoques de gasolina aumentaram em 2,4 milhões de barris, de uma expectativa de ligeira queda, enquanto os estoques de destilados - que incluem diesel e óleo para aquecimento - cresceram mais do que o dobro da previsão dos analistas.

O crescimento econômico mais lento e os preços recorde do petróleo se traduziram em uma queda de 2% na demanda por gasolina nos EUA nesta temporada de verão no hemisfério norte. Os futuros de gasolina têm uma tendência de defasagem com relação ao petróleo bruto, enquanto os futuros de óleo para aquecimento, que agem como um substituto para a demanda mundial de diesel, vêm registrando ganhos maiores. As refinarias responderam a esta dinâmica ajustando sua produção para uma participação recorde de 30% de destilados na semana passada.

Em outras ocasiões, o mercado ignorou sinais de declínio na demanda por petróleo dos EUA, com os preços se mantendo em alta no último ano. Contudo, desta vez, os operadores ligaram o aumento dos estoques aos comentários feitos pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso ontem, de que a economia dos EUA vai crescer lentamente no restante do ano.

Depois de dois dias de declínios dramáticos, a psicologia que orienta o mercado de petróleo pode ter mudado de direção, segundo operadores. A compulsão de "comprar na baixa" está sendo substituída pela necessidade de apostar contra movimentos de alta. "No curto prazo, eu acredito que estamos em uma situação de vender na alta", disse o operador Dean Hazelcorn, da Coquest Inc em Dallas.

O mercado agora vai observar sinais sobre se o petróleo vai subir acima de US$ 135,00 por barril para retomar seu movimento de alta ou se vai despencar para abaixo de US$ 130,00 por barril, o que seria uma indicação de severa correção. As informações são da Dow Jones.

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