Os preços do petróleo fecharam em queda, em meio ao ceticismo do mercado com relação à eficácia de um novo corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e com a perspectiva econômica negativa. Pouco antes do fechamento do mercado, comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reforçou a atenção para o complicado estado da economia dos EUA com o corte na taxa básica de juros e mudança na política monetária.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) os contratos futuros de petróleo com entrega em janeiro caíram US$ 0,91, ou 2,00%, para US$ 43,60 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 42,58 e a máxima de US$ 46,51. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para janeiro, que vencem hoje, cederam US$ 0,04, ou 0,10%, para US$ 44,56 por barril. A mínima foi de US$ 43,90 e a máxima de US$ 46,48. Os contratos para fevereiro fecharam em queda de 0,49%, para US$ 46,65.

O Federal Reserve cortou a taxa de juros do empréstimo interbancário de 1% para uma banda entre zero e 0,25%, e os preços do petróleo aceleraram as perdas depois do anúncio do Fed. "A implicação pode ser a de que o Fed pensa que a economia está pior do que o que se pensava anteriormente", afirmou Nauman Barakat, vice-presidente sênior do Macquarie Futures, em Nova York. O petróleo também é usado como meio para mitigar os efeitos da inflação causados pelo dólar fraco, mas os economistas dizem que a deflação é atualmente a maior ameaça.

A queda dos preços do petróleo também ocorreu apesar de vários membros da Opep afirmarem que o grupo deve anunciar amanhã um corte de 2 milhões de barris diários na produção. "Todas as notícias são sustentadoras (para os preços), mas ainda assim o petróleo está caindo", observou Tom Bentz, analista do BNP Paribas em Nova York.

É amplamente esperado que a demanda mundial por petróleo diminua no próximo ano. A Opep projeta que a demanda caia 150 mil barris diários em 2009, uma forte mudança em relação às projeções de crescimento robusto feitas no início deste ano.

O corte de 1,5 milhão de barris diários feito em outubro foi considerado muito pequeno diante da queda da demanda. Os preços do petróleo caíram 5% após aquela redução, mas os participantes do mercado não estão antecipando uma reação tão drástica depois da reunião de amanhã. As informações são da Dow Jones.

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