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Petróleo fecha em alta em NY impulsionado por Bolsa

Os preços do petróleo fecharam em alta em Nova York com os operadores abandonando temporariamente os indicadores de queda na demanda divulgados hoje. O mercado do produto seguiu o índice acionário Dow Jones de perto, como tem feito nos últimos meses.

Agência Estado |

As ações são um espelho da saúde da economia em geral e, por conseqüência, da demanda por petróleo. Hoje, o Dow Jones oscilou abaixo de 8.000 pontos (pela primeira vez desde 10 de outubro) para depois se recuperar acima dos 8.800 pontos. Por volta das 18h57 (de Brasília), o Dow subia 7,01%, aos 8.863 pontos. O petróleo acompanhou essa volatilidade, caindo abaixo de US$ 55 para depois fechar acima de US$ 58 por barril.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo WTI com entrega do produto em dezembro fechou com alta de US$ 2,08, ou 3,7%, a US$ 58,24 por barril. Incluindo as transações eletrônicas do sistema Nymex/Globex, a máxima foi de US$ 59,19 e a mínima, de US$ 54,67 por barril. No sistema eletrônico ICE Futures, em Londres, o contrato futuro de petróleo Brent para dezembro, que venceu hoje, fechou com queda de US$ 0,38, ou 0,73%, a US$ 51,99 por barril. A máxima foi de US$ 53,26 e a mínima, de US$ 50,60.

"A recuperação dos índices de ações se espalhou para os mercados de commodities (matérias-primas)", comentou Mike Zarembski, analista sênior de commodities da corretora OptionsXpress. "Os mercados estão ligados uns aos outros nos últimos tempos, não existe dúvida quanto a isso."

As ações deram suporte aos preços do petróleo em um dia que começou com a forte revisão para baixo nas estimativas da demanda em 2008 e 2009 da Agência Internacional de Energia. A entidade agora prevê que a China - que liderava o crescimento do consumo - vai queimar menos petróleo no próximo ano. Nos EUA, o Departamento de Energia informou que a demanda doméstica por produtos refinados de petróleo caiu 6,6% no mês encerrado em 7 de novembro, ante o mesmo período do ano passado. Também mostrou um surpreendente aumento de 2 milhões de barris nos estoques de gasolina na semana passada, mesmo com as refinarias cortando a produção e as importações. "Esse aumento de estoque parece sublinhar o ritmo excepcionalmente fraco da demanda", afirmou Jim Ritterbusch, presidente da consultoria Ritterbusch & Assoc.

Este cenário parece ter feito com que os membros árabes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) abrissem sua reunião do próximo dia 29 para todo o grupo. O cartel tem um encontro marcado para o dia 17 de dezembro em Oran, Argélia, quando pode anunciar um segundo corte de produção. Da reunião do dia 29 não deve sair anúncio de corte porque a Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, não sinalizou um apoio para tal, escreveu Greg Priddy, da consultoria Eurasia Group. "Os sauditas também querem esperar por mais dados da demanda. O resultado mais provável neste ponto é que cortes não devem acontecer antes de dezembro", considerou. As informações são da Dow Jones.

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