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Petróleo fecha em alta de 1,19% com ataque na Nigéria

Os preços do petróleo fecharam em alta por causa de interrupções na oferta da Nigéria e de uma escalada da retórica do Irã, embora os temores macroeconômicos continuem a pesar sobre o mercado. O contrato futuro de petróleo leve para entrega do produto em setembro fechou em alta de US$ 1,47, ou 1,19%, em US$ 124,73 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Agência Estado |

O barril do tipo Brent também para entrega em setembro subiu US$ 1,32, ou 1,06%, para US$ 125,84, no mercado eletrônico da Bolsa Intercontinental, de Londres.

O petróleo ganhou impulso quando a Royal Dutch Shell confirmou que parte de sua produção havia sido suspensa na Nigéria depois de um ataque dos rebeldes contra o seu oleoduto Nembe Creek, que transporta 130 mil barris por dia. A Shell ainda não esclareceu a extensão dos danos, mas os corretores consideram os problemas na Nigéria um elemento-chave para a alta dos preços do petróleo.

Os dados divulgados pelo Departamento dos Transportes dos EUA, mostrando uma queda de 3,7% na relação veículos/milhas rodadas em maio sobre o mesmo mês do ano passado, limitaram o impacto de alta das notícias internacionais. Foi a maior queda para um mês de maio, quando o tráfego rodoviário tipicamente cresce por causa dos feriados. O declínio põe em destaque como a demanda por derivados de petróleo nos EUA está sendo pressionada pelo avanço dos preços da gasolina.

Após ressaltar a queda no consumo nos EUA, Mark Waggoner, presidente da corretora Excel Futures em Newport Beach, Califórnia, afirmou que "está acontecendo um cabo-de-guerra entre as notícias altistas e baixistas (para os preços do petróleo)".

As tensões entre o Irã e os EUA foram reativadas no fim de semana pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, segundo o qual Teerã teria ampliado seu programa de enriquecimento nuclear, ignorando as pressões internacionais para que o mesmo seja congelado. Ahmadinejad também disse à cadeia de televisão NBC, em entrevista divulgada hoje, que uma mudança genuína na postura dos EUA em relação ao Irã vai favorecer uma resposta positiva de Teerã.

Segundo Waggoner, os problemas na Nigéria, que continua mantendo o fluxo de petróleo de alta qualidade para o mercado global, afetou os corretores mais do que a retórica do Irã. As informações são da agência Dow Jones.

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