O preço do petróleo negociado em Nova York subiu pela primeira vez após acumular perdas em quatro sessões consecutivas, depois que Dolly se tornou a primeira tempestade tropical a entrar nas águas quentes do Golfo do México, segundo operadores e analistas. Na semana passada, os contratos futuros de petróleo despencaram 11%, pressionados pelos temores de que a economia dos EUA estaria em um declínio mais longo e profundo do que se antecipava inicialmente.

Para alguns observadores, os participantes do mercado podiam estar procurando uma desculpa para consolidar os preços ao redor de US$ 130,00 por barril, antes de tentarem um próximo movimento de alta ou de baixa.

"Estamos travados aqui, estamos tendo problemas de permanecer abaixo de US$ 130", disse Peter Donovan, vice-presidente da Vantage Trading. Portanto, enquanto a perspectiva econômica permanecer negativa, o foco do mercado vai se voltar para a tempestade tropical Dolly no Golfo do México.

Dolly, que pode alcançar a força de um furação amanhã, está no curso para atingir o sul da costa do Texas no meio da semana. A maior parte da produção de petróleo no Golfo do México está mais no norte e leste do Texas, costa da Louisiana, enquanto a produção offshore (no mar) do México está bem ao sudoeste do caminho da tempestade. No meio da tarde, apenas uma bomba e quatro plataformas de petróleo haviam sido evacuadas no Golfo. Contudo, Dolly sinalizou para o mercado o início do auge da temporada de furacão do Atlântico e elevou as expectativas de que podem surgir mais tempestades com potencial de interromper a produção da região.

Os futuros de petróleo também reagiram em alta ao resultado inconclusivo da última rodada de negociações relacionadas ao programa de enriquecimento de urânio do Irã. A reunião entre representantes da União Européia e do Irã realizada no final de semana terminou em um impasse, apesar da presença do subsecretário de Estado William Burns, terceiro na hierarquia diplomática dos EUA. O primeiro encontro entre diplomatas de alto escalão dos EUA e Irã desde 1979 foi amplamente interpretado como uma potencial degelo nas relações entre os dois países e contribuiu para parte da queda do petróleo na semana passada.

Na Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos de petróleo para agosto subiram US$ 2,16, ou 1,68%, e fecharam a US$ 131,04 por barril; a mínima foi de US$ 128,63 e a máxima de US$ 132,05. Na Bolsa Intercontinental, de Londres, os contratos de petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 132,61 por barril, alta de US$ 2,42, ou 1,86%; a mínima foi de US$ 130,19 e a máxima de US$ 133,57. As informações são da Dow Jones.

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