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Petróleo fecha em alta com tempestade rumo ao golfo

O petróleo fechou em alta pelo terceiro dia seguido, enquanto a tempestade tropical Gustav continuava na rota para entrar no Golfo do México como um potencial forte furacão. Entre as empresas que se preparam para enfrentar o temporal está a Petrobras, que começará a retirar funcionários não essenciais de suas operações no Golfo do México amanhã.

Agência Estado |

Porta-voz da companhia brasileira disse que a produção não será afetada por causa disso.

A Petrobras é uma pequena produtora na região, de onde saem um quarto da produção de petróleo e cerca de 10% da de gás natural dos EUA. A BP e a Royal Dutch Shell, duas das maiores produtoras da área, já começaram a retirar seu pessoal hoje. A Chevron disse que ainda está monitorando a tempestade que, segundo as previsões, pode se tornar um furacão no final de semana e ameaçar a infra-estrutura de energia do Golfo do México.

Desde sexta-feira, o preço do petróleo subiu US$ 3,50 em Nova York. A tempestade Gustav, que passou sobre o Haiti hoje, deve entrar em águas norte-americanas no domingo, potencialmente como um furacão de categoria 3 ou 4. Gustav deve atingir a terra na costa da Louisiana na segunda-feira, de acordo com o Centro Nacional de Furacões.

Um furacão moderado na área central do Golfo do México pode suspender a produção de até 1,3 milhão de barris por dia de petróleo durante dias. Em 2005, tempestades de categoria 5 paralisaram volumes significativos de produção por meses. A costa do Golfo também abriga cerca de 50% da capacidade de refino dos EUA, que é vulnerável a enchentes e ventos de furacão.

A perspectiva de problemas sérios no refino fez os preços dos contratos futuros de gasolina disparar, o que ajudou a impulsionar o petróleo. Os estoques de gasolina, um colchão importante quando os furacões obrigam o fechamento de refinarias, estão pouco abaixo da média em cinco anos, depois de várias semanas de quedas significativas nos estoques.

O contrato futuro de gasolina Rbob (mistura reformulada) com entrega em setembro fechou em alta de US$ 0,0975, ou 3,3%, em US$ 3,0672 o galão. O óleo de calefação para setembro fechou em alta de US$ 0,0518, ou 1,6%, em US$ 3,2617 o galão.

Os dados semanais sobre estoques de petróleo e derivados contribuíram pouco para validar ou afastar os temores sobre a demanda nos EUA. Os estoques de petróleo caíram quase 200 mil barris na semana encerrada em 22 de agosto, segundo o Departamento de Energia, enquanto os analistas esperavam alta de 1 milhão de barris. Os estoques de gasolina caíram 1,18 milhão de barris, menos do que os 2,5 milhões de barris previstos. A demanda por gasolina caiu 1,5% no mês encerrado em 22 de agosto sobre o mesmo período do ano passado. Analistas disseram que os dados, que normalmente dominam a sessão na quarta-feira, foram suplantados pelas notícias sobre a tempestade Gustav.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo leve com entrega em outubro fechou em alta de US$ 1,88, ou 1,62%, em US$ 118,15 o barril. No mercado eletrônico da Bolsa Intercontinental, em Londres, o contrato do petróleo Brent para outubro subiu US$ 1,59, ou 1,39%, para US$ 116,22 o barril. As informações são da agência Dow Jones.

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