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Petróleo fecha em alta com expectativa de corte da Opep

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, no mercado internacional, antecipando um corte na produção da matéria-prima (commodity), que deve ser anunciado amanhã pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Os ganhos, contudo, foram limitados porque o mercado continua preocupado com a queda na demanda pelo produto.

Agência Estado |

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro subiu 1,63%, a US$ 67,84 o barril, no pregão viva voz. Incluindo as transações na plataforma eletrônica da Nymex, a mínima foi de US$ 65,90 o barril e a máxima de US$ 69,41 o barril. No pregão eletrônico da ICE, em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em dezembro avançou 2,16%, para US$ 65,92 o barril.

Os ministros de petróleo dos países membros da Opep estão em Viena para um encontro de emergência, previsto para amanhã, que irá avaliar a política de produção do cartel. Um eventual corte na oferta deve ser decidido amanhã. A expectativa é que o cartel reduza a produção em pelo menos um milhão de barris por dia.

Mesmo assim, analistas têm considerado muitas variáveis com relação à reunião. Alguns deles questionam se o grupo de exportadores que não pertencem à Opep também vão reduzir o volume de petróleo colocado no mercado. Outros antecipam que a Opep indicará que pode realizar outro corte de produção em dezembro, quando fará mais uma reunião.

A Opep quer impedir que os preços caiam ainda mais. Desde julho, quando atingiu o pico de quase US$ 150 o barril, o preço do barril da commodity recuou quase US$ 80 por conta da desaceleração da economia global.

Apesar do respiro do mercado hoje, as cotações do petróleo registram queda de mais de US$ 6 esta semana, porque os investidores acreditam que a redução de oferta da Opep não vai acompanhar o declínio na demanda nos Estados Unidos e na Europa. Nos EUA, as refinarias estão consumindo 1,3 milhão de barris por dia menos que no ano passado, de acordo com o Departamento de Energia americano. "Parece que um corte de um milhão (de barris por dia) provavelmente não será suficiente para interromper o declínio nos preços do petróleo", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy.

Mesmo que o resultado da reunião não levante os preços amanhã, um corte, ou uma série de cortes, pode sustentar as cotações nos próximos meses ao reduzir os estoques de forma gradual, disse Peter Donovan, vice-presidente da Vantage Trading. "Com o tempo, esses cortes vão acabar dando resultado. Não é apenas estalar os dedos e pronto", ponderou. As informações são da Dow Jones.

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