Os futuros do petróleo bruto terminaram em alta, impulsionados pela notícia de que os Emirados Árabes diminuirão as exportações da matéria-prima (commodity) em fevereiro em até 15%, contribuindo para a perspectiva de diminuição da oferta em 2009. O volume de negociações da sessão de hoje foi um dos mais baixos do ano.

O contrato do petróleo para fevereiro negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) subiu US$ 2,36, ou 6,68%, para US$ 37,71 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent com entrega prevista para fevereiro avançou US$ 1,76, ou 4,8%, para US$ 38,37 o barril.

Refinarias asiáticas disseram que os Emirados Árabes foram o primeiro fornecedor a diminuir oficialmente as exportações desde que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) definiu um corte de 2,2 milhões de barris por dia na produção em 17 de dezembro. O país é integrante do cartel e possui a terceira maior produção entre os membros do grupo.

Segundo Tom Bentz, analista do BNP Paribas em Nova York, "todos tinham um ponto de vista muito cético sobre o corte da Opep porque até agora eles não haviam efetivamente cumprido a decisão, mas com os preços perto de US$ 35 o barril, há muito mais incentivo". Ele acrescentou que "há potencial para uma surpresa dentro de um mês ou dois".

A redução no fornecimento de petróleo pela Opep é vista como um dos ingredientes para incentivar os preços da commodity. O reaquecimento na demanda seria outro fator importante para uma recuperação, mas é visto como uma possibilidade mais remota devido ao cenário de desaquecimento da economia mundial.

O Goldman Sachs, o Deutsche Bank e outros grandes bancos estimam que os preços devem cair para abaixo dos níveis atuais no primeiro trimestre de 2009 e podem atingir média de US$ 50 o barril durante o ano. As informações são da Dow Jones.

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