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Os contratos futuros de petróleo fecharam com alta diante da expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decida cortar sua produção na reunião que será realizada sexta-feira, em Viena. O encontro seria realizado em novembro, mas foi antecipado por conta da forte queda dos preços do produto em relação a seu pico histórico, de US$ 147,27 por barril - valor atingido em julho.

O mercado de petróleo também foi sustentado pelas altas nas bolsas de valores.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo leve com entrega do produto em novembro subiram US$ 2,40, ou 3,34%, e fecharam em US$ 74,25 o barril, no pregão regular. Incluindo as transações do pregão eletrônico Nymex/Globex, a mínima foi de US$ 71,77 e a máxima, de US$ 76,12 o barril. No pregão eletrônico da ICE Futures, em Londres, os contratos para dezembro do petróleo tipo Brent registraram alta de US$ 2,43, ou 3,3%, para US$ 72,03 o barril, com mínima em US$ 69,41 e máxima em US$ 73,61.

Vários representantes de membros da Opep disseram esperar que uma redução na oferta de petróleo seja decidida na sexta-feira, embora cada um tenha uma aposta diferente para o tamanho do corte. Atualmente, o grupo oferta 32,3 milhões de barris por dia de petróleo cru, de acordo com a Agência Internacional de Energia. "Um corte de um milhão de barris por dia não é suficiente para restabelecer o equilíbrio do mercado", afirmou o ministro de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem. O Ministério de Petróleo e Minério do Equador disse que a Opep precisa reduzir a produção em cerca de 500 mil barris.

Alguns observadores descontaram o significado de qualquer corte de produção, dada o histórico de cotas flutuantes de alguns membros da Opep. "A queda real da produção deve ser menor que qualquer número oficial, mas o impacto psicológico de um corte no curto prazo não pode ser negado", afirmou Jim Ritterbusch, presidente da consultoria Galena, em uma nota a seus clientes.

Na Nymex, os contratos futuros de gasolina reformulada (RBOB) para novembro fecharam com alta de US$ 0,054 (3,24%), e fecharam a US$ 1,7201 o galão. O contrato futuro de óleo para calefação para novembro subiu US$ 0,077 (3,61%), para US$ 2,2099 o galão. As informações são da Dow Jones.