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Petróleo fecha em alta à espera de reunião da Opep

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York, com os operadores se preparando para a perspectiva de oferta mais apertada depois do encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na próxima semana. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega do produto em janeiro fecharam a US$ 43,52 por barril, em alta de US$ 1,45, ou 3,45%.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 41,89 e a máxima de US$ 46,17. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 42,40 por barril, alta de US$ 0,87, ou 2,10%. A mínima foi de US$ 40,92 e a máxima de US$ 45,27.

Os preços dos contratos de petróleo com vencimentos entre janeiro e setembro de 2009 subiram na Nymex, enquanto os contratos para entrega em datas posteriores caíram. Os movimentos dos contratos refletem as expectativas de que a Opep anuncie no dia 17 de dezembro um forte corte na oferta. "Existe um grau de ceticismo sobre se a Opep está disposta a cortar a produção o suficiente ou se eles serão disciplinados o suficiente para aderirem a cotas mais baixas", disse Tim Evans, analista de energia da Citi Futures Perspective em Nova York. Conforme a data da reunião se aproxima, "o mais difícil é manter esse ceticismo", acrescentou.

A Arábia Saudita, maior produtora da Opep, tem informado seus clientes mais antigos na Ásia que vai entregar menos petróleo em janeiro do que o contratado, segundo disseram três clientes. Nesta quarta-feira, outros informes indicaram que a Arábia Saudita vai reduzir suas entregas no próximo mês.

A Rússia, maior produtora mundial fora da Opep, também vai anunciar sua própria decisão sobre um corte na produção no dia 17 de dezembro, segundo informou a agência de notícias Interfax, citando o ministro de energia russo Sergey Shmatko. Líderes da Opep vêm pedindo a cooperação de exportadores fora do cartel para conter a queda dos preços.

Os preços oscilaram dentro de uma faixa de mais de US$ 4,00 por barril em uma sessão volátil, empurrados em várias direções. No início da tarde, os preços reduziram os ganhos depois que o relatório semanal sobre os estoques comerciais norte-americanos mostrou um inesperado crescimento dos estoques de gasolina e de destilados - que inclui o diesel e o óleo para aquecimento - de 3,7 milhões de barris e 5,6 milhões de barris, respectivamente, na semana passada.

"Quando vimos aquele aumento (nos estoques), isso sugeriu fraqueza global nos (combustíveis) destilados", disse Raymond Carbone, presidente da Paramount Options. "E ainda temos nosso próximo mercado de gasolina muito fraco", acrescentou. Contudo, na seqüência, os preços se recuperaram com as expectativas de menor oferta futura da matéria-prima. As informações são da Dow Jones.

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