Os preços do petróleo terminaram com um novo recorde de fechamento nesta quinta-feira em Nova York e Londres, depois de superar a barreira dos 145 dólares pela primeira vez em sua história, em meio aos persistentes temores sobre a oferta.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado en EEUU) para entrega en agosto ganhou 1,72 dólar, para terminar cotado a 145,29 dólares. Durante as operações eletrônicas prévias, a cotação chegou a 145,85 dólares, um recorde absoluto.

Na sexta-feira, feriado da Independência americana, apenas as trocas eletrônicas serão realizadas em Nova York.

Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte para entrega em agosto subiu 1,82 dólares, encerrando a 146,08 dólares, também um recorde de fechamento.

Em um mercado preocupado com as tensões que ameaçam o fornecimento, a disparada foi incentivada nesta quarta-feira por uma queda não prevista dos estoques de cru nos Estados Unidos.

O departamento de Energia dos EUA informou sobre uma queda de 2,0 milhões de barris, a 299,8 milhões de barris, na semana passada, situando-se atualmente 15,3% abaixo de seu nível de um ano atrás.

"Essas cifras não são tão altas, mas com os temores sobre a situação no Irã e na Nigéria, a via está aberta" para uma alta dos preços, estimou Phil Flynn, da Alaron Trading.

O Irã, quarto maior exportador mundial de cru, propôs na quarta-feira um compromisso negociado sobre seu programa nuclear, ameaçando, por outro lado, com uma dura resposta e uma disparada do petróleo caso seja atacado.

Na Nigéria, a violência crônica que afeta a região do Delta do Níger prejudicou a produção, permitindo a Angola ocupar o posto de primeiro produtor africano de cru nos últimos meses.

gmo/ap

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