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Petróleo fecha abaixo dos 65 dólares em NY e Londres apesar de decisão da Opep

Os preços do petróleo encerraram a semana em forte queda nesta sexta-feira em Nova York e Londres, abaixo dos 65 dólares, apesar do anúncio da Opep sobre uma redução de 1,5 milhão de barris diários.

AFP |

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em dezembro terminou cotado a 64,15 dólares, uma queda de 3,69 dólares em relação a quinta-feira.

Os preços chegaram a 62,65 dólares durante a sessão, cotação mais baixa do barril desde maio de 2007.

Em Londres, o barril de Brent do mar do norte com vencimento semelhante perdeu 3,42 dólares, fechando a 62,05 dólares, chegando a ser negociado a 61 dólares durante a sessão, seu valor mais baixo desde maio de 2007.

Em uma reunião de emergência nesta sexta-feira em Viena, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu cortar sua produção em 1,5 milhão de barris diários, com a esperança de conter a queda das cotações.

Mas esta decisão não foi suficiente para convencer os analistas, num momento em que a desaceleração da economia mundial gera temores de uma redução da demanda petroleira.

"Para colocar em perspectiva, a potecial baixa de 1,5 milhão de barris representa 200.000 barris diários a menos que a queda do consumo nos Estados Unidos. Nas últimas quatro semanas, o consumo americano caiu 1,7 mbd em relação ao ano anterior, chegando a um nível inédito em oito anos", calcula James Williams, da WTRG Economics.

O analista se mostrou cético em relação às condições da redução, que depende da divisão proporcional entre os membros do cartel em função de seus níveis de produção.

Segundo Williams, "a Opep terá sorte se conseguir uma redução real de mais de um milhão de barris diários" com esta decisão, porque isto significaria que, para cumprir com suas cotas, alguns países não devem aumentar sua produção apesar da diminuição de seus lucros.

mla/ap

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