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Petróleo fecha abaixo dos 100 dólares em Londres antes de reunião da Opep

O barril de petróleo do tipo Brent fechou abaixo da barreira dos 100 dólares nesta terça-feira em Londres, chegando perto da mesma marca em Nova York, enquanto a Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) anunciava que seu nível de produção se manteria no mesmo patamar e a ameaça do furacão Ike se afastava.

AFP |

A forte queda do Brent foi registrada pouco depois do presidente da Opep ter afirmado que o cartel manterá inalterado seu atual nível de produção, apesar da queda dos preços e da desaceleração da economia mundial.

Na InterContinental Exchange (ICE) de Londres, o barril de Brent para entrega em outubro caiu abaixo dos 100 dólares pela primeira vez desde o dia 2 de abril, chegando a ser negociado a 98,94 dólares. No fim do pregão, no entanto, recuperou 3,10 dólares e fechou cotado a 100,34 dólares, 47 dólares abaixo de seu recorde máximo, 147,50 dólares, alcançado no dia 11 de julho.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em outubro perdeu 3,08 dólares, encerrando a 103,26 dólares.

"Os investidores esperam que a Opep não tome medidas" para modificar seu nível de produção, e que "mantenha suas cotas", mesmo num momento em que a demanda parece se desacelerar em muitos países, disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

"O mais provável é que seja mantido o atual nível de produção", declarou à imprensa o presidente da Opep e ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil, antes do anúncio formal do cartel, esperado para o fim do dia em Viena.

No entanto, "é preciso haver consenso", afirmou.

Rafael Ramírez, ministro da Energia da Venezuela, comentou que a Opep considera fazer um apelo para que os países que superam as cotas de produção oficiais determinadas pelo cartel as respeitem, seguindo as recomendações do comitê de política interna (MMC) da organização.

Já o furacão Ike, que atingiu Cuba na segunda-feira, perdeu força nesta terça-feira ao se aproximar do Golfo do México, onde se concentra um quarto da produção petroleira americana (1,3 milhões de barris diários).

Para Olivier Jakob, da Petromatrix, os preços refletem também a fraqueza da demanda de petróleo ligada à desaceleração econômica mundial.

mla/ap

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