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Petróleo fecha abaixo de US$ 75 pela 1ª vez desde 2007

Os contratos futuros de petróleo chegaram a cair abaixo dos US$ 74 o barril nesta quarta-feira, com mais sinais de que a economia em recessão pode desacelerar, e possivelmente reverter, o crescimento da demanda mundial pelo produto. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo leve com entrega do produto em novembro recuaram US$ 4,09, ou 5,20%, para US$ 74,54 o barril.

Agência Estado |

Foi a primeira vez que o petróleo fechou abaixo de US$ 75 desde 31 de agosto do ano passado. Neste ano, a queda acumulada é de 22%. Incluindo as transações da plataforma eletrônica Nymex/Globex, a mínima do dia foi de US$ 74,32 e a máxima, de US$ 79,17.

Depois do fechamento do pregão viva-voz, os futuros de petróleo acentuaram as perdas, com o contrato para novembro escorregando abaixo de US$ 74 por barril, para US$ 73,77 por barril. O petróleo acelerou as perdas junto com o mergulho do mercado de ações, reforçando as preocupações com relação à perspectiva econômica.

No pregão eletrônico da ICE Futures, em Londres, os contratos para novembro do petróleo tipo Brent cederam US$ 4,19%, ou 5,62%, para US$ 70,34 o barril. A mínima foi de US$ 70,21 e a máxima, de US$ 75,04.

As quedas dos preços ocorrem na medida em que analistas alinham suas previsões sobre a demanda com as perspectivas sombrias para a economia. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou hoje cortes em sua estimativa de demanda global para 2008 e 2009 e afirmou que a demanda pelo petróleo produzido pelo grupo irá cair acentuadamente no próximo ano.

Analistas do JPMorgan Chase & Co. prevêem contração da demanda por petróleo em 2009. A última vez em que isso aconteceu foi em 1983. O banco agora projeta que os preços do produto ficarão na média de US$ 74,75 o barril no ano que vem, cerca de US$ 25,00 abaixo de sua previsão anterior.

A demanda por gasolina nos Estados Unidos caiu 9,7% na semana passada, na comparação com um ano atrás, segundo uma divisão do MasterCard Inc. Refletindo o clima de desconforto com a economia, o índice acionário Dow Jones fechou em queda de mais de 730 pontos, ou 7,90%.

"Adicione todas essas coisas e veja um cenário muito ruim para os preços de energia", disse Philip Gotthelf, presidente da Equidex Brokerage Group Inc. Fundos de hedge, que já especularam com preços de energia, tiveram de deixar as commodities (matérias-primas) em meio à crise de crédito, disse Gotthelf. "É uma quantidade monumental de dinheiro saindo do mercado", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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