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Petróleo fecha a US$ 145,08 após novo recorde

Os preços dos contratos futuros de petróleo, gasolina e óleo de calefação atingiram novo preço recorde hoje durante os negócios, antes de cederem parte dos ganhos à realização de lucro dos operadores. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo para entrega em agosto atingiu a máxima histórica de US$ 147,27 o barril, mas fechou em US$ 145,08, com alta de US$ 3,43, ou 2,42%.

Agência Estado |

Em Londres, da Bolsa Intercontinental, o petróleo fechou em alta de US$ 2,46, em US$ 144,49 o barril, após bater o recorde de US$ 147,50 no mercado eletrônico.

O petróleo negociado em Nova York subiu 51% em 2008 e quase dobrou de preço em relação a um ano atrás. Depois de quedas acentuadas no início da semana, o petróleo fez uma pausa na quarta-feira para disparar nas duas últimas sessões. O fechamento de hoje está US$ 0,21 abaixo do recorde em fechamento de US$ 145,29, batido em 3 de julho.

A disparada do petróleo abala setores amplos da economia, de companhias aéreas e montadoras. Também puxa para baixo a demanda. A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o consumo cairá 500 mil barris por dia este ano nos países mais ricos do mundo. Mas o crescimento nas economias emergentes vai mais do que compensar este declínio em 2008, afirma a agência.

"A mensagem esta semana é que ainda não estamos no ponto em que a contração econômica tenha começado a ter impacto sobre os preços de energia", disse o analista Walter Zimmermann, da corretora ICAP/United Energy em Nova Jersey.

Os ganhos do dia, que se seguem ao avanço de US$ 5,60 ontem em Nova York, foram alimentados pelas ameaças de problemas na oferta. Os funcionários das plataformas da Petrobras ameaçam entrar em greve por cinco dias a partir de terça-feira na Bacia de Campos, que responde por mais de 80% da produção de petróleo da empresa.

Em São Paulo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, questionou a influência das notícias a respeito de uma possível greve dos petroleiros no Brasil sobre a forte alta do preço do petróleo registrada hoje no mercado internacional. "Essa é a prova de que as variações diárias no preço do petróleo não querem dizer muita coisa. Evidentemente que as notícias acabam levando nervosismo ao mercado, independentemente do tamanho do significado delas. Então é mais criação de expectativas irracionais do que um retrato da realidade", disse.

Os testes com mísseis esta semana pelo Irã, segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), também ajudou a desencadear o rali dos últimos dois dias. Tanto Israel quanto o Pentágono desmentiram um artigo do Jerusalém Post que afirmava que aviões militares israelenses estavam realizando práticas no espaço aéreo iraquiano para se prepararem para um potencial ataque ao Irã por causa de seu programa nuclear, segundo informes da Bloomberg e da CNBC. O artigo foi "o catalisador que fez este mercado disparar", disse o presidente da corretora T.W. Energy Consulting em Kansas City, Peter Van Cleve. Os operadores então venderam após o desmentido.

A alta final do petróleo acompanhou um dia de perdas em Wall Street. O índice Dow Jones caía mais de 200 pontos às 15h30 (de Brasília), na altura do fechamento do pregão da Bolsa Mercantil de Nova York. O dólar caiu à mínima em 11 semanas ante o euro, em meio a especulações de que o governo dos EUA poderia socorrer as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

Isto atraiu - ou empurrou - os compradores para o petróleo, disse o professor de Economia Sung Won Sohn, da California State University. "Os investidores financeiros estão claramente entrando; não há dúvida de que estamos vendo uma saída de ações financeiras como Fannie, Freddie e Lehman (Brothers) para entrar em petróleo", disse.

No longo prazo, no entanto, a fragilidade econômica pode contaminar o petróleo. "É duro ver como um desfecho da economia dos EUA seria bullish (altista) para os preços de energia", disse Zimmermann. "Apenas não vejo esta relação causa-efeito." As informações são da agência Dow Jones.

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