Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Petróleo fecha a US$ 121,18, maior valor em 17 dias

Os contratos futuros de petróleo subiram à máxima em 17 dias depois que o enfraquecimento do dólar desencadeou um rali amplo das commodities (matérias-primas). Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro com entrega do óleo em outubro fechou em alta de US$ 5,62, ou 4,86%, em US$ 121,18 o barril.

Agência Estado |

No mercado eletrônico da Bolsa Intercontinental, de Londres, o contrato do petróleo Brent para outubro subiu US$ 5,80, ou 5,07%, para US$ 120,16 o barril.

Os preços subiram por três sessões seguidas pela primeira vez desde que atingiram o recorde em meados de julho. A queda do dólar nos mercados internacionais de moedas e uma deterioração nas relações entre EUA e Rússia foram citadas como fatores por trás dos ganhos de hoje. O euro era negociado nesta tarde em US$ 1,4872, um ganho de 1% em relação a ontem.

Matt Zeman, chefe de mesa da corretora LaSalle Futures Group, comentou que o dólar recebeu um "chute na boca" hoje. "Vimos não só o petróleo, mas basicamente todas as commodities subirem forte", acrescentou. Essas mercadorias costumam ser negociadas em dólar.

O petróleo recebeu um impulso adicional da escalada retórica entre EUA e Rússia. A Polônia aceitou no início deste semana receber um sistema antimísseis dos EUA, desencadeando uma irritada resposta da Rússia. As relações entre EUA e Rússia já estavam tensas por causa da guerra entre esta e a Geórgia este mês.

O mercado ainda não está certo se a alta do petróleo é uma pausa no recente movimento de queda ou uma retomada do rali. A demanda dos EUA, que provocou a onda de vendas do petróleo no mês passado, continua fraca. Os estoques de petróleo dos EUA cresceram surpreendentes 9,4 milhões de barris na semana passada, o maior aumento em mais de sete anos, enquanto as refinarias reduzem a produção de gasolina.

Embora a Rússia tenha injetado novas tensões geopolíticas no mix, a falta de qualquer nova ameaça específica contra a oferta de petróleo deixa o mercado com poucos fundamentos para determinar a direção dos preços, além dos fatores técnicos.

Agora que os preços do petróleo fecharam acima de US$ 120 o barril, os operadores estão avaliando se os futuros podem superar a média em cem dias, de cerca de US$ 126 o barril. Depois disso, US$ 129 se torna a nova barreira, com muitos operadores prevendo novos recordes de alta se este nível for superado. "Acho que US$ 129 é a meta", disse Dean Hazelcorn, operador da corretora Coquest, em Dallas. "Vamos ver o que acontece então."

Outros ressaltam a piora no quadro de demanda, que pode colocar um fim abrupto no novo rali a qualquer momento. "A questão é até onde o petróleo pode subir e se pode sustentar esta alta", disse Zeman. "Acho que poderemos ver o preço voltar muito rapidamente". As informações são da agência Dow Jones.

 

Leia tudo sobre: petroleopetróleo

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG