O petróleo terminou a semana batendo novos recordes nesta sexta-feira em Nova York, em meio a novos temores sobre perturbações da produção no Oriente Médio, na Nigéria e no Brasil.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de WTI (West Texas Intermediate, designação do "light sweet crude" vendido nos Estados Unidos) para entrega em agosto ganhou US$ 3,43 em relação ao fechamento da véspera, cotado a US$ 145,08.

Durante a sessão, a cotação do petróleo superou pela primeira vez a marca histórica dos US$ 147, fechando a US$ 147,27, nível inédito no mercado petroleiro.

A evolução foi ainda mais forte em Londres, onde o barril de Brent chegou a US$ 147,50.

O petróleo dorbou de preço ao longo do último ano dos dois lados do Atlântico.

"Os US$ 150 já estão batendo na porta", afirmou Mike Fitzpatrick, analista da MF Global. Neste momento, "várias ameaças pesam sobre a oferta".

No Brasil, a Petrobras pode ser obrigada a reduzir sua produção devido a uma greve de cinco dias, que começará na próxima segunda-feira nas plataformas petroleiras no Rio de Janeiro, responsáveis por 80% da produção nacional da estatal.

Os investidores temem principalmente que Israel decida atacar o Irã, depois que Teerã realizou vários testes com mísseis de longo alcance, entre eles um Shahab-3 capaz de atingir Tel-Aviv, lembrou Phil Flynn, da Alaron Trading.

"Se alguma coisa acontecer, será impossível substituir a produção iraniana", alertou nesta quinta-feira Abdallah el-Badri, secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Por outro lado, na Nigéria, o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger anunciou o fim de um cessar-fogo unilateral a partir do meio-dia do próximo sábado. Há dois anos o país perdeu o posto de maior produtor africano de petróleo.

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