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Os preços do petróleo fecharam o dia com queda, pressionados pelos dados econômicos negativos divulgados nos Estados Unidos e na Europa. Após a valorização do óleo ontem, o mercado voltou a se concentrar na queda do consumo do produto.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo WTI com entrega em dezembro fechou com queda de US$ 1,20, ou 2,06%, a US$ 57,04 por barril. Incluindo as transações eletrônicas da Nymex/Globex, os contratos tiveram hoje preços máximo de US$ 59,96 e mínimo de US$ 55,69 por barril. O contrato recuou 7% nesta semana. Na ICE Futures, em Londres, o petróleo Brent para janeiro fechou com queda de US$ 2,00, ou 3,56%, a US$ 54,24 por barril. A máxima foi de US$ 56,80 e a mínima, de US$ 53,42 por barril.

Os mercados viram uma nova rodada de dados negativos hoje. Nos EUA, as vendas no varejo caíram 2,8% em outubro, o quarto mês de queda consecutiva e a retração mais acentuada desde que o dado começou a ser apurado, em 1992, de acordo com o Departamento de Comércio. Na Europa, a agência oficial de estatísticas Eurostat informou que a economia da zona do euro está recessão após registrar o segundo trimestre consecutivo de contração. É a primeira vez que a zona do euro entra em recessão desde que foi formada, em 1999.

A retração econômica reduziu o consumo de petróleo nas nações mais industrializadas e muitos analistas prevêem crescimento ínfimo, ou nulo, na demanda em 2009. Com esse pano de fundo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse hoje que o cartel planeja reunir-se em 29 de novembro no Cairo para discutir a queda nos preços da commodity (matéria-prima). A Opep cortou a produção diária em 1,5 milhão de barris no dia 24 de outubro. Um novo corte, contudo, pode vir tarde. "Até que a demanda comece a se estabilizar, será difícil encontrar um piso para os preços", considerou Kyle Cooper, diretor de pesquisa da IAF Advisors, em Houston. As informações são da Dow Jones.

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