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Petróleo encerra em baixa com receio sobre demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) com a percepção de que a demanda pelo combustível vai enfraquecer mesmo que o governo dos EUA consiga evitar um aprofundamento da recessão econômica. Na Nymex, os contratos futuros de petróleo com entrega do produto em novembro caíram US$ 2,56, ou 3,15%, e fecharam a US$ 78,63 por barril.

Agência Estado |

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 79,70 e a máxima de US$ 83,60. No sistema eletrônico da ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para novembro tiveram queda de US$ 2,73, ou 3,53%, para US$ 74,73 por barril.

Na semana passada, os mercados de petróleo e ações caminharam juntos, registrando quedas expressivas. Na segunda-feira as ações subiram forte por conta da divulgação das medidas de socorro ao setor financeiro na Europa e o petróleo acompanhou. Hoje, o índice Dow Jones oscilou entre altas e baixas, mas fechou com queda de 0,82%.

Recentemente, analistas fizeram grandes cortes em suas estimativas para os preços do petróleo em 2009, indicando que poucos deles acreditam que a demanda terá uma rápida recuperação, mesmo se o pior momento da crise no setor financeiro já tiver passado. A maior parte das estimativas indica uma recuperação apenas no segundo semestre de 2009. Christophe de Margerie, chefe executivo da petroleira francesa Total SA, refletiu essa visão hoje quando disse ser provável que os preços aumentem no médio prazo. Ele acrescentou que o desenvolvimento de novos campos de petróleo pode ser prejudicado se o petróleo for negociado abaixo de US$ 60 por barril por um período prolongado.

As cotações do petróleo também foram pressionadas hoje pelo aumento do crack, índice que mede o lucro teórico das refinarias na produção de gasolina. Desde 3 de outubro o crack tem tido uma leitura negativa, mas hoje voltou a ficar em território positivo. Esta é uma indicação para que os investidores comprem futuros de gasolina e vendam petróleo, disse Tom Bentz, corretor e analista do BNP Paribas. "Não se pode ter os cracks negativos por muito tempo", disse. "As refinarias não continuariam produzindo gasolina com prejuízo."

Mas enquanto os preços do petróleo estão sendo negociados perto da mínima de 13 meses, alcançada no fechamento de sexta-feira em US$ 77,70 por barril, o pregão de hoje raras vezes ameaçou prosseguir com o forte declínio visto na semana passada. Ao invés disso, os investidores estão se preparando para, pelo menos, um breve respiro ou uma recuperação de preços, após um declínio de 46% nos últimos três meses, disse Michael Korn, presidente da corretora Skokie Energy. "Minha avaliação é que teremos um período de consolidação", afirmou.

Na Nymex, os contratos futuros de gasolina reformulada (RBOB) para novembro caíram US$ 0,0328, ou 1,71%, e fecharam a US$ 1,8848 o galão. O contrato futuro de óleo para calefação para novembro caiu US$ 0,0813, ou 3,47%, para US$ 2,2597 o galão. As informações são da Dow Jones.

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