Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York pelo segundo dia consecutivo, com os participantes do mercado tratando o aumento muito acima do esperado dos estoques comerciais de petróleo bruto dos Estados Unidos na semana passada como um evento isolado e se concentrando na queda dos estoques de gasolina, segundo operadores e analistas. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros de petróleo com entrega em setembro - que venceram no encerramento da sessão de hoje - subiram US$ 0,45, ou 0,39%, e fecharam a US$ 114,98 por barril.

Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 112,61 e a máxima, de US$ 117,03. Os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 115,56 por barril, alta de US$ 1,02, ou 0,89%.

Em Londres, no sistema eletrônico da Bolsa Intercontinental, os contratos de petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 114,36 por barril, alta de US$ 1,11, ou 0,98%. A mínima foi de US$ 111,61 por barril e a máxima, de US$ 115,59 por barril.

No início do dia, os futuros de petróleo receberam suporte de relatório do banco Goldman Sachs, que reiterou sua previsão de que os preços vão alcançar os US$ 149,00 por barril no final do ano. O banco de investimentos e os operadores de energia esperam que a desaceleração no crescimento da oferta de petróleo e aumento da demanda nas economias emergentes orientem os preços em alta.

Contudo, no final da manhã, os futuros de petróleo caíram às mínimas do dia na seqüência do relatório do Departamento de Energia dos EUA que apontou um aumento de 9,4 milhões de barris nos estoques comerciais de petróleo bruto na semana passada, mais de onze vezes o esperado por analistas. Um aumento nas importações através da costa do Golfo do México - após a paralisação da navegação na região em decorrência da tempestade tropical Edouard na semana anterior - respondeu pela maior parte do aumento nos estoques de petróleo bruto, segundo analistas.

Os operadores então descontaram o dado do petróleo bruto e escolheram olhar para o declínio acima do esperado de 6,2 milhões de barris nos estoques de gasolina. "A queda dos estoques de gasolina contrabalançou o aumento nos estoques de petróleo bruto", disse Michael Wittner, chefe de pesquisa global do Société Générale em Londres. "E os estoques de petróleo bruto estão onde deveriam estar: se não fosse aquela tempestade não haveria um número espantoso esta semana", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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